- O general Christopher Donahue, comandante das forças americanas na Europa, anunciou um plano da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para tomar rapidamente o exclave russo de Kaliningrado.
- A declaração foi feita em uma conferência militar em Wiesbaden, na Alemanha, e destaca o uso de inteligência artificial para identificar alvos.
- O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, classificou a declaração como “hostil”, em meio ao aumento das tensões entre a Otan e a Rússia devido à Guerra da Ucrânia.
- O general Alexus Grynkewich, comandante militar da Otan, ressaltou a necessidade de estar preparado para uma guerra conjunta contra a Rússia e seus aliados até 2027.
- O plano da Otan inclui atacar sistemas de defesa antiaérea S-400 e unidades de mísseis Iskander-M, que podem estar armadas com ogivas nucleares.
O general Christopher Donahue, comandante das forças americanas na Europa, anunciou um plano da Otan para tomar rapidamente o exclave russo de Kaliningrado. A declaração, feita em uma conferência militar em Wiesbaden, na Alemanha, destaca o uso de inteligência artificial para identificar alvos, prometendo uma velocidade de ação sem precedentes. A fala de Donahue, que passou despercebida inicialmente, ganhou atenção após ser divulgada pelo site Defense News, provocando reações no Kremlin.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, classificou a declaração como “hostil”, em um momento de crescente tensão entre a Otan e a Rússia, exacerbada pela Guerra da Ucrânia. O general Alexus Grynkewich, comandante militar da Otan, também enfatizou a necessidade de estar preparado para uma guerra conjunta contra a Rússia e seus aliados até 2027.
Kaliningrado, cercada por países da Otan, é vista como um ponto estratégico. Donahue afirmou que a aliança possui a capacidade de neutralizar as defesas russas na região em um tempo recorde. O plano inclui atacar sistemas de defesa antiaérea S-400, unidades de mísseis Iskander-M e outras instalações militares, que a Otan suspeita estarem armadas com ogivas nucleares.
A situação se agrava com a recente pressão internacional sobre a Rússia, incluindo um ultimato de Donald Trump para que Moscou busque uma trégua com a Ucrânia. Enquanto isso, a União Europeia aprovou novas sanções contra a Rússia, afetando principalmente o setor de energia. O Kremlin, por sua vez, se diz preparado para retomar negociações com a Ucrânia, embora o presidente Volodimir Zelenski tenha expressado ceticismo sobre a viabilidade de um acordo neste momento.
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