- A China realizará uma cúpula de alto nível com a União Europeia em Pequim no dia 24 de agosto, celebrando 50 anos de relações diplomáticas.
- A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, se encontrarão com o líder chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro, Li Qiang.
- As relações entre a China e a UE enfrentaram dificuldades desde 2021, com sanções mútuas por abusos de direitos humanos e disputas comerciais.
- O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que as relações são “maduros e estáveis” e expressou esperança de cooperação.
- A cúpula ocorre em um contexto de incertezas comerciais globais, com a China buscando fortalecer laços econômicos e políticos com a UE.
A China anunciou uma cúpula de alto nível com a União Europeia em Pequim, marcada para esta quinta-feira, 24 de agosto. O encontro celebra os 50 anos de relações diplomáticas entre as duas partes, em um momento em que ambos buscam fortalecer laços amid incertezas comerciais globais. A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, se reunirão com o líder chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro, Li Qiang, que será copresidente da 25ª cúpula China-UE.
As relações entre a China e a UE enfrentaram desafios significativos desde 2021, quando Bruxelas impôs sanções a autoridades chinesas por abusos de direitos humanos em Xinjiang. Essa ação provocou retaliações de Pequim, resultando em uma queda nas trocas bilaterais. Além disso, disputas comerciais sobre produtos como veículos elétricos, conhaque e carne de porco também contribuíram para a deterioração das relações.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, destacou a importância da cúpula, afirmando que as relações entre os dois lados são “maduros e estáveis”, apesar dos desafios. Ele expressou a esperança de que a UE trabalhe em conjunto com a China para enfrentar as dificuldades atuais. Em um discurso recente, Von der Leyen reconheceu o progresso econômico da China, mas também criticou práticas que limitam o acesso ao mercado europeu e que favorecem a economia de guerra da Rússia.
A cúpula ocorre em um contexto de crescente tensão comercial global, com a China buscando estreitar laços econômicos e políticos com a UE como uma forma de se proteger das incertezas nas relações com os Estados Unidos. O bloco europeu, que classifica a China como um “parceiro para cooperação, concorrente econômico e rival sistêmico”, vê a necessidade de descongelar as relações em meio a um cenário comercial volátil.
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