- A Organização Mundial da Saúde (OMS) denunciou ataques israelenses a suas instalações em Deir al-Balah, na Faixa de Gaza, em 23 de outubro de 2023.
- Os bombardeios destruíram um armazém e resultaram na detenção de funcionários, comprometendo a assistência humanitária.
- Dois membros da OMS e dois familiares foram detidos, com um funcionário ainda em cativeiro. A OMS pediu a libertação imediata dos detidos.
- Desde o ataque do Hamas em 7 de outubro, a situação em Gaza piorou, com mais de 59 mil mortes relatadas.
- A OMS alertou que a capacidade de operar na região está severamente comprometida, dificultando a assistência a 2,1 milhões de pessoas em meio a uma crise de fome.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) denunciou ataques israelenses a suas instalações em Deir al-Balah, na Faixa de Gaza, ocorridos na segunda-feira, 23 de outubro de 2023. Os bombardeios resultaram na destruição de um armazém e na detenção de funcionários, comprometendo a assistência humanitária em meio a uma grave crise.
A OMS afirmou que suas instalações foram atacadas em três ocasiões, expondo funcionários e suas famílias a situações de risco. Dois membros da organização e dois familiares foram detidos, com um funcionário ainda em cativeiro. A agência exigiu a libertação imediata dos detidos e a proteção de seu pessoal.
A situação em Gaza se deteriorou drasticamente desde o ataque do Hamas em 7 de outubro, que deixou cerca de 1.200 mortos em Israel e mais de 59 mil em Gaza, segundo o Ministério da Saúde local. A OMS alertou que sua capacidade de operar na região está severamente comprometida, dificultando a assistência a uma população de 2,1 milhões de pessoas.
Crise Humanitária
A ofensiva israelense em Deir al-Balah, que deslocou entre 50 mil e 80 mil pessoas, ocorre em um contexto de 87,8% do território sob ordens de evacuação ou em áreas militarizadas. A ONU relatou que muitos civis estão chegando a clínicas em estado de desnutrição, com relatos de mortes por falta de alimentos.
O Exército israelense não comentou sobre os ataques às instalações da OMS, mas a situação se agrava com a intensificação das operações militares. A OMS destacou que a destruição de seu armazém principal e a evacuação de funcionários dificultam a assistência à população, que já enfrenta uma crise de fome.
A OMS concluiu que um cessar-fogo é urgentemente necessário para evitar mais perdas de vidas e danos ao sistema de saúde local. A comunidade internacional observa com preocupação a escalada do conflito e suas consequências humanitárias.
Entre na conversa da comunidade