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Desafios permanecem na TMC para minerar o fundo marinho, após apoio de Trump

Novos investimentos e apoio governamental não dissipam objeções regulatórias, legais e ambientais à mineração no CCZ

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  • A TMC continua tentando explorar minérios no fundo do mar, lidando com riscos ambientais, legais e financeiros, mesmo após novos investimentos.
  • O CCZ, área de Cerca de quatro milhões e meio de quilômetros quadrados no Pacífico, abriga mais de vinte e um bilhões de toneladas secas de nodulações polymetallic e alto teor de alguns metais.
  • Em junho, a Korea Zinc anunciou investimento de 85 milhões de dólares, com interesse em infraestrutura de processamento e refino nos EUA.
  • Questões legais permanecem: ISA e NOAA devem avaliar licenças e conformidade com UNCLOS; objeções internacionais e questões sobre jurisdição podem surgir.
  • Financeiramente, a TMC teve perda de 81,9 milhões de dólares em 2024 e queima capital contínua em 2025, dependendo de novos aportes de investidores; críticos comparam o projeto ao fracasso de Nautilus Minerals.

A empresa The Metals Company (TMC) enfrenta desafios químicos, ambientais e regulatórios em sua proposta de mineração de fundo do mar, mesmo após apoio de autoridades americanas. A iniciativa visa nodulos polymetalicos no CCZ, zona de Clarion-Clipperton, no Pacífico, a profundidades que variam entre 3.500 e 6.000 metros.

O que está em jogo envolve o potencial de extrair metais como manganês, cobre e níquel, usados em baterias e em componentes industriais. TMC acredita que a ocupação dos fundos oceânicos pode reduzir impactos ambientais em comparação a mineradoras terrestres, segundo documentos da empresa. especialistas, porém, ressaltam incertezas e riscos ecológicos da atividade.

Quando tudo começou se confunde com uma narrativa de retomada do interesse privado pela mineração submarina. A empresa tem histórico ligado a Nautilus Minerals e a outros atores da indústria, incluindo investidores e ex-empresas associadas a projetos semelhantes. O foco atual é obter licenças para operar em águas internacionais.

Onde o CCZ se estende entre México e Havaí, coberto por mapas da área, é o ponto central das negociações. O interesse dos EUA em explorar o potencial mineral é acompanhado de debates sobre soberania, regime internacional da ONU e regras do ISA (Autoridade Internacional dos Fondos Marinhos). A depender dos desdobramentos, a licença pode depender de autorizações de NOAA.

Por quê as contestações são tão recorrentes envolve questões ambientais, legais e econômicas. Estudos demonstram impactos potenciais na biodiversidade, com consequências para ecossistemas de comunidades marinhas e cadeias de alimentos. Pesquisas também destacam lacunas de conhecimento sobre recuperação de habitats profundos após atividades de mineração.

Aspectos regulatórios e financeiros

A ISA já avaliou contratos de exploração da TMC via NORI e TOML; a empresa também pediu licença diretamente a NOAA, o que gerou debate sobre cumprimento do direito internacional. Observadores também apontam riscos de objeções de países signatários da UNCLOS, já que os EUA não a ratificaram.

Na esfera financeira, a TMC enfrenta desafio de liquidez, com perdas registradas e dependência de captação de recursos. Em 2024 houve déficit relevante, e em 2025 a empresa divulgou continuidade de queima de caixa, aumentando a pressão por investimentos adicionais. A companhia afirma manter dados ambientais amplos e parcerias científicas.

O cenário envolve ainda disputas públicas sobre legitimidade de licenças, com atores jurídicos e ambientais questionando se a mineração em alto-mar pode ocorrer sem danos significativos. Organizações ambientais e representantes de comunidades temem impactos irreversíveis em ecossistemas profundos.

Parcerias e controvérsias

TMC firmou acordos com empresas estrangeiras para processos de transformação de nodulos, como uma associada japonesa PAMCO, cuja relação ainda está sob avaliação pública. Em junho, a empresa informou investimento de 85 milhões de dólares da Korea Zinc, com possibilidade de desenvolvimento de capacidades de processamento e fabricação nos EUA, assunto em avaliação.

Críticos lembram que a infraestrutura de processamento nos EUA é limitada, e que a cadeia de suprimentos global depende de centros de refino, especialmente na China. Além disso, investigações independentes apontam similaridade entre o projeto atual e fracassos de Nautilus Minerals, elevando preocupações sobre custos, prazos e retorno financeiro.

Perspectivas públicas e legais

Especialistas jurídicos indicam resistência internacional caso a NOAA emita licenças, ressaltando obrigações de UNCLOS e de regulação ambiental. Observadores lembram que decisões podem afetar parcerias comerciais e o acesso a mercados globais. Entre legisladores americanos, há vozes a favor de independência mineral, outras com ressalvas sobre impactos e uso de recursos públicos.

A TMC afirma que seu modelo busca cumprir normas internacionais e defender proteção ambiental, além de compartilhar dados com a comunidade científica. No entanto, críticos ressaltam a necessidade de transparência, estudos independentes abrangentes e avaliação contínua de impactos antes de qualquer licença para exploração ampla.

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