- A Tailândia e o Camboja enfrentam um novo surto de violência em sua disputa de fronteira, que já resultou em conflitos anteriores.
- Desde quinta-feira (24), os combates intensos deixaram 33 mortos e forçaram a evacuação de mais de 138 mil pessoas.
- O embaixador do Camboja na Organização das Nações Unidas (ONU) pediu um cessar-fogo imediato, enquanto a Tailândia se mostrou disposta a negociar.
- Os confrontos começaram em uma área disputada e envolvem ataques aéreos e de artilharia.
- A crise teve início em maio, após a morte de um soldado cambojano, e a ONU convocou uma reunião de emergência para discutir a situação.
Tailândia e Camboja enfrentam um novo surto de violência em sua longa disputa de fronteira, que já resultou em conflitos anteriores. Desde quinta-feira (24), os combates intensos, envolvendo jatos e artilharia, deixaram 33 mortos e forçaram a evacuação de mais de 138 mil pessoas.
Os confrontos começaram em uma área disputada entre os dois países e rapidamente se intensificaram. O embaixador do Camboja na ONU, Chhea Keo, solicitou um cessar-fogo imediato, enquanto a Tailândia se mostrou disposta a negociar, possivelmente com a mediação da Malásia. O primeiro-ministro interino tailandês, Phumtham Wechayachai, alertou que a situação poderia evoluir para uma guerra.
Os números de vítimas superam os 28 mortos registrados entre 2008 e 2011, durante a última grande onda de conflitos. O Camboja informou que entre os mortos estão oito civis e cinco soldados, enquanto a Tailândia contabilizou 14 civis e seis militares. Ambos os lados se acusam mutuamente de iniciar os ataques, com o Camboja alegando que a Tailândia disparou projéteis de artilharia em áreas civis.
A crise atual teve início em maio, após a morte de um soldado cambojano em um confronto. A disputa territorial entre os dois países, que compartilham uma fronteira de 800 quilômetros, já havia sido temporariamente resolvida por uma decisão da ONU em 2013, mas a tensão ressurgiu com força. O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência para discutir a situação e pediu que ambas as partes busquem uma solução pacífica.
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