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Abade do templo Shaolin é investigado por corrupção e conduta imprópria

Investigação revela desvios de fundos e relações impróprias do abade do Templo Shaolin, resultando na revogação de sua ordenação.

Shi Yongxin já esteve envolvido em escândalos de fraude e má conduta sexual (Foto: Getty Images)
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  • Shi Yongxin, abade do Templo Shaolin, está sendo investigado por apropriação indébita, relações impróprias e paternidade de filhos ilegítimos.
  • A Associação Budista da China revogou seu certificado de ordenação, afirmando que suas ações prejudicaram a reputação da comunidade budista.
  • A investigação revelou desvio de fundos do templo e relacionamentos inadequados com várias mulheres.
  • O templo, que tem 1.500 anos de história, se tornou uma marca global sob a liderança de Shi, mas sua gestão foi marcada por controvérsias.
  • O escândalo gerou grande repercussão nas redes sociais, com mais de 560 milhões de visualizações relacionadas no Weibo.

Shi Yongxin, conhecido como “monge CEO” e abade do Templo Shaolin desde 1999, está sendo investigado por apropriação indébita, relações impróprias e paternidade de filhos ilegítimos. A Associação Budista da China revogou seu certificado de ordenação, destacando que suas ações prejudicaram gravemente a reputação da comunidade budista.

A investigação, conduzida por múltiplas agências, revelou que Shi desviou fundos do templo e manteve relacionamentos inadequados com várias mulheres. A associação classificou seus comportamentos como “extremamente deploráveis”, afirmando que violaram os preceitos budistas. O templo, com 1.500 anos de história, é um ícone cultural e espiritual na China.

Sob a liderança de Shi, o Templo Shaolin se tornou uma marca global, expandindo suas atividades com escolas internacionais e uma loja online. No entanto, sua gestão foi marcada por controvérsias, incluindo um plano de construção de um complexo de quase 300 milhões de dólares que incluía um hotel e um campo de golfe.

Em 2015, Shi já havia enfrentado acusações de má conduta, mas foi absolvido. Na época, ele negou as alegações, afirmando que se houvesse problemas, já teriam surgido. A atual investigação reacendeu debates sobre a ética nas instituições religiosas na China, especialmente em um contexto de rigorosa supervisão governamental.

O escândalo gerou grande repercussão nas redes sociais, com a hashtag relacionada acumulando mais de 560 milhões de visualizações no Weibo. A última postagem de Shi em sua conta, que possui mais de 880 mil seguidores, foi em julho, onde ele abordou temas de espiritualidade sem mencionar as acusações que enfrenta.

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