- António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), denunciou o uso da fome como arma de guerra durante a Cúpula da ONU sobre Sistemas Alimentares na Etiópia.
- Ele destacou a grave crise alimentar em Gaza e a pior crise humanitária no Sudão, com milhares de mortes e deslocamentos.
- Em Gaza, a Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou níveis alarmantes de desnutrição, com um aumento significativo de mortes relacionadas à fome.
- No Sudão, a guerra civil, que começou em abril de 2023, já resultou em dezenas de milhares de mortes e forçou 14 milhões de pessoas a deixarem suas casas.
- Guterres pediu assistência humanitária urgente e alertou que a fome não deve ser aceita como uma arma de guerra.
A fome como arma de guerra é uma realidade alarmante em Gaza e no Sudão, conforme denunciou o secretário-geral da ONU, António Guterres, durante a Cúpula da ONU sobre Sistemas Alimentares, realizada na Etiópia. Guterres enfatizou que os conflitos em curso estão exacerbando a crise alimentar, comprometendo a paz e a estabilidade nas regiões afetadas.
Na Faixa de Gaza, a situação é crítica. A Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou que a desnutrição atingiu níveis alarmantes, com um aumento significativo de mortes relacionadas à fome. Em julho de 2025, 63 das 74 mortes registradas foram neste mês, incluindo 24 crianças menores de cinco anos. O bloqueio imposto por Israel desde o início da guerra contra o Hamas, em outubro de 2023, agravou a escassez de recursos essenciais.
Crise no Sudão
Enquanto isso, o Sudão enfrenta uma grave crise humanitária devido à guerra civil que começou em abril de 2023. O conflito entre as forças do chefe do Exército, Abdel Fattah al-Burhan, e o líder das Forças de Apoio Rápido, Mohamed Hamdan Daglo, já resultou em dezenas de milhares de mortes e forçou 14 milhões de sudaneses a deixarem suas casas. A ONU classificou a situação como a pior crise humanitária do mundo.
Guterres alertou que a fome não deve ser aceita como uma arma de guerra, ressaltando a necessidade urgente de assistência humanitária. A comunidade internacional é chamada a agir para mitigar os efeitos devastadores desses conflitos, que continuam a ameaçar a vida de milhões de pessoas.
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