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Israel mantém ofensiva em Gaza, que já deixou 60 mil mortos e pouca pressão internacional

A ofensiva israelense em Gaza já causou mais de 60 mil mortes, incluindo 18 mil crianças, enquanto a crise humanitária se agrava.

Dolientes carregam um corpo durante o funeral de palestinos que morreram por fogo israelense enquanto tentavam receber ajuda na segunda-feira, e de palestinos que morreram em ataques israelenses noturnos, no hospital Al-Shifa da cidade de Gaza, na terça-feira. (Foto: Mahmoud Issa/REUTERS)
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  • O Ministério da Saúde de Gaza informou que o número de mortos devido à ofensiva israelense ultrapassou 60 mil, incluindo 18 mil crianças.
  • A situação humanitária se deteriorou rapidamente, com a maioria das mortes ocorrendo em áreas densamente povoadas.
  • Relatos indicam mortes por inanição, e a Organização das Nações Unidas (ONU) alertou sobre a necessidade urgente de ajuda.
  • O exército israelense continua a ofensiva, apesar de promessas de “pausas humanitárias”, e menos de 100 caminhões de ajuda chegam diariamente a Gaza.
  • Especialistas estimam que as mortes podem ser ainda maiores, com milhares de corpos sob os escombros e a destruição das infraestruturas de água e saneamento agravando a crise.

O Ministério da Saúde de Gaza anunciou que o número de mortos devido à ofensiva israelense ultrapassou 60.000, incluindo 18.000 crianças. Desde o início da operação em outubro de 2023, a situação humanitária se deteriorou rapidamente, com a maioria das mortes ocorrendo em áreas densamente povoadas.

A crise se agrava com relatos de mortes por inanição e a ONU alertando sobre a necessidade urgente de ajuda. A Integrated Food Security Phase Classification indicou que a região está à beira da fome, com mortes diárias relacionadas à desnutrição. Apenas nesta semana, 14 palestinos foram mortos enquanto buscavam ajuda em um local da Gaza Humanitarian Foundation.

O exército israelense continua sua ofensiva, apesar de promessas de “pausas humanitárias”. As medidas para aumentar o fluxo de ajuda, como corredores humanitários, ainda não mostraram resultados significativos. Menos de 100 caminhões têm chegado diariamente a Gaza, muito aquém dos 700 necessários, e muitos foram saqueados.

Especialistas afirmam que os números de vítimas podem ser ainda maiores. Um relatório sugere que as ações israelenses podem ter causado mais de 100.000 mortes desde o início da ofensiva. Milhares de corpos permanecem sob os escombros, e a destruição das infraestruturas de água e saneamento tem contribuído para a crise.

A comunidade internacional enfrenta críticas por sua inação. Haizam Amirah Fernández, do Centro de Estudos Árabes Contemporâneos, destacou que as potências ocidentais não estão aplicando as mesmas pressões que utilizariam contra outros países em situações semelhantes. A falta de medidas efetivas pode levar a um impasse prolongado, com o exército israelense controlando mais de 80% do território de Gaza.

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