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Brasileiros relatam ‘inferno na terra’ em meio ao conflito na Ucrânia

Ex-combatentes brasileiros relatam dificuldades e traumas na guerra da Ucrânia, revelando a dura realidade do alistamento militar.

Combatentes brasileiros na Ucrânia; Dean Darlanw é o primeiro em pé à esquerda da foto. (Foto: Acervo Pessoal)
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  • Brasileiros têm se alistado no exército ucraniano, atraídos pela experiência militar e pela defesa de uma causa.
  • O recrutamento ocorre principalmente pela internet, com interessados preenchendo formulários e arcando com os custos da viagem.
  • Nove brasileiros morreram em combate na Ucrânia e outros 17 estão desaparecidos, segundo o Itamaraty.
  • Dois ex-combatentes relataram problemas com equipamentos, salários inferiores ao prometido e a morte de colegas.
  • Um deles, após testemunhar a morte de amigos, decidiu retornar ao Brasil, enquanto o outro cumpriu seu contrato e voltou.

Brasileiros buscam alistamento no exército ucraniano, mas enfrentam a dura realidade da guerra

Brasileiros têm se alistado no exército ucraniano desde o início do conflito com a Rússia, atraídos pela possibilidade de adquirir experiência militar e defender uma causa. Contudo, a realidade no campo de batalha é marcada por desafios e traumas. Dois ex-combatentes brasileiros compartilharam suas experiências, revelando os horrores da guerra e as dificuldades enfrentadas.

O recrutamento de estrangeiros ocorre principalmente pela internet, em plataformas oficiais do governo ucraniano. Os interessados preenchem formulários e, se aprovados, arcam com os custos da viagem. A maioria chega a Varsóvia, na Polônia, e segue para Kiev, onde assinam contratos e passam por um treinamento básico. Nove brasileiros já morreram em combate na Ucrânia, e outros 17 estão desaparecidos, segundo o Itamaraty.

Wemerson Darlan, de 35 anos, e um jovem de 22 anos, identificado como “DC”, relataram suas experiências. Darlan serviu na Guarda Nacional Ucraniana por um ano, enquanto DC ficou por quatro meses, sendo enviado ao front após um breve treinamento. Ambos enfrentaram problemas com equipamentos e salários inferiores ao prometido, além de presenciar a morte de colegas.

DC, alocado em batalhões de assalto, descreveu a realidade brutal do combate, incluindo a falta de treinamento adequado e equipamentos em más condições. Ele decidiu retornar ao Brasil após testemunhar a morte de amigos. Darlan, que também viu a morte de seu melhor amigo, conseguiu voltar após cumprir seu contrato. Ambos reconhecem que a guerra é muito mais aterrorizante do que imaginavam, ressaltando a diferença entre o idealismo inicial e a dura realidade do campo de batalha.

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