- Trabalhadores da usina nuclear de Fukushima foram evacuados em 11 de outubro após um terremoto de 8,7 graus atingir a costa leste da Rússia, gerando alertas de tsunami no Japão.
- A Tokyo Electric Power Company (Tepco) retirou todos os quatro mil funcionários, mas não houve anomalias na usina.
- O evento relembra o desastre nuclear de 2011, quando um terremoto de 9,0 graus e um tsunami causaram a evacuação de mais de 150 mil pessoas.
- A Tepco anunciou que a remoção de cerca de 880 toneladas de material nuclear foi adiada para 2037, gerando críticas sobre o cronograma de desativação da usina, previsto para 2051.
- A empresa também enfrenta a questão de mais de um milhão de toneladas de água contaminada armazenada, com a liberação de água tratada no oceano gerando protestos.
Trabalhadores da usina nuclear de Fukushima foram evacuados nesta quarta-feira, 11 de outubro, após um terremoto de 8,7 graus de magnitude atingir a costa leste da Rússia, gerando alertas de tsunami em várias regiões do Japão. A Tokyo Electric Power Company (Tepco) informou que todos os 4 mil funcionários foram retirados do local, mas não foram detectadas anomalias na usina.
Esse evento traz à tona as memórias do desastre nuclear de 2011, quando um terremoto de 9,0 graus e um tsunami devastaram a região, resultando em uma das piores crises nucleares da história. Naquela ocasião, mais de 150 mil pessoas foram evacuadas devido à contaminação e à criação de uma zona de exclusão de 30 km ao redor da usina.
Atualmente, ainda restam cerca de 880 toneladas de material nuclear altamente perigoso dentro da usina, e a Tepco anunciou que a remoção desse resíduo foi adiada para 2037 ou mais tarde. Essa decisão gerou críticas, especialmente considerando que o governo havia estabelecido um prazo para a desativação completa da usina até 2051. Especialistas questionam a viabilidade desse novo cronograma, considerando os desafios técnicos e logísticos envolvidos.
A situação é ainda mais complicada pela presença de mais de um milhão de toneladas de água contaminada armazenada em tanques no local. A Tepco começou a liberar água tratada no oceano, uma medida controversa que gerou protestos, apesar da afirmação de que o impacto ambiental seria mínimo.
O Japão, localizado no Anel de Fogo do Pacífico, enfrenta cerca de 1.500 terremotos por ano, e a possibilidade de um grande terremoto continua a ser uma preocupação constante. A Agência Meteorológica do Japão alertou que ondas de tsunami poderiam atingir até 3 metros em algumas áreas, levando à evacuação de milhares de pessoas.
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