- Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, a cena musical russa enfrenta um vazio com o cancelamento de shows de artistas internacionais como Metallica e Depeche Mode.
- Bandas cover, como Dark Secret Love e Depeche Boat, estão se destacando e atraindo fãs em busca de experiências musicais.
- O vocalista da Dark Secret Love, Vladimir Kiziakovski, afirma que a emoção das apresentações é intensa, mesmo sem conseguir reproduzir o espírito dos shows originais.
- Denis, um fã, menciona que ouvir a banda o faz sentir como se estivesse em um show do Metallica, que não se apresenta na Rússia desde 2019.
- A Depeche Boat, com cerca de cinquenta fãs em suas apresentações, destaca a importância da conexão com o público, segundo o vocalista Evgueni Ksenofontov.
Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, a cena musical russa enfrenta um vazio significativo. Artistas internacionais como Metallica e Depeche Mode cancelaram suas apresentações no país, deixando os fãs sem acesso a shows de grandes nomes. Em resposta, bandas cover como Dark Secret Love e Depeche Boat estão se destacando, oferecendo experiências emocionais aos admiradores.
Em um bar em Moscou, mais de cem pessoas cantam a plenos pulmões “For Whom the Bell Tolls”, mas não é a banda original que se apresenta. O grupo Dark Secret Love, ativo desde 2002, presta tributo a ícones do metal, como Metallica e Slayer. O vocalista Vladimir Kiziakovski, de 48 anos, afirma que, embora não consigam reproduzir o espírito dos shows originais, a emoção transmitida é intensa. “Fazemos o melhor que podemos”, diz ele, refletindo sobre a necessidade de substituir os ídolos que não retornam.
A busca por reviver a experiência de concertos ao vivo é evidente entre os jovens. Denis, de 41 anos, relata que ao ouvir Dark Secret Love, se imagina em um show do Metallica, que não se apresenta na Rússia desde 2019. Em outro local, a banda Depeche Boat atrai cerca de 50 fãs, que dançam e cantam sucessos do Depeche Mode. O vocalista Evgueni Ksenofontov, de 39 anos, destaca a importância da conexão com o público, afirmando que não é questão de dinheiro, mas de troca de energia.
Com aproximadamente dez bandas cover do Depeche Mode na Rússia, a competição entre elas é acirrada. Ksenofontov, que integra a Depeche Boat desde 2016, observa que o grupo evoluiu de apresentações em bares pequenos para festivais com grandes públicos. “Quando os fãs dizem que parece que voltaram a assistir a um show do Depeche Mode, é sensacional!”, comenta ele, refletindo a nostalgia e a paixão que esses tributos despertam.
Entre na conversa da comunidade