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Balneário de celebridades se transforma em cidade fantasma na Europa

Turismo em Varosha reabre feridas da divisão de Chipre e gera críticas de ONU e UE sobre impacto nas negociações de paz

A cidade fantasma outrora abandonada e sua recente reabertura ao turismo (Foto: Reprodução)
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  • Em 20 de julho de 1974, a invasão turca levou os greco-cipriotas a abandonarem Varosha, um subúrbio de Famagusta, criando uma cidade fantasma.
  • Desde então, Varosha permanece desabitada, com edifícios em ruínas e uma história marcada pela divisão de Chipre.
  • Em 2020, o governo turco começou a permitir turismo controlado na área, atraindo visitantes, apesar das críticas da Organização das Nações Unidas (ONU) e da União Europeia (UE).
  • O acesso é restrito a um perímetro específico, onde turistas podem observar a desolação de um local que já foi um destino luxuoso.
  • A situação continua delicada, com muitos descendentes de greco-cipriotas sem poder retornar a suas antigas casas.

Em 20 de julho de 1974, a invasão turca forçou os greco-cipriotas a abandonarem Varosha, um subúrbio de Famagusta, criando uma cidade fantasma. Desde então, Varosha permanece desabitada, com seus edifícios em ruínas e uma história marcada pela divisão de Chipre.

Em 2020, o governo turco começou a permitir o turismo controlado em Varosha, atraindo visitantes para a área, apesar das críticas da ONU e da UE. Essas entidades alertam que essa medida pode prejudicar as tentativas de paz na região. O acesso é restrito a um perímetro específico, onde turistas podem ver a desolação de um lugar que já foi um destino luxuoso.

Antes da invasão, Varosha era conhecida por suas praias e atraiu celebridades como Elizabeth Taylor e Brigitte Bardot. Com a invasão, os greco-cipriotas deixaram suas casas, e a área foi isolada. Desde então, a Linha Verde divide Chipre, com a parte norte sob controle turco e a sul sob a República de Chipre.

A cidade fantasma, que um dia foi um balneário promissor, agora é um símbolo de injustiça e divisão. O município de Famagusta expressou em um comunicado que a ocupação continua a ser uma ferida aberta, que impede o futuro do povo cipriota. Apesar do turismo, muitos descendentes de greco-cipriotas ainda não podem retornar a suas antigas casas, e a situação permanece delicada.

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