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Piloto do voo Ethiopian 691 desafia sequestradores e pousa no mar sem combustível

Sequestro do voo Ethiopian Airlines 961 resultou em tragédia e mudanças drásticas nas normas de segurança da aviação mundial

Boeing 767-200ER com registro ET-AIZ, da Ethiopian Airlines, imagem foi feita em julho de 1996, meses antes do sequestro (Foto: Hugh McMillan/Wikimedia Commons)
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  • O voo Ethiopian Airlines 961 foi sequestrado em 23 de novembro de 1996, durante um trajeto de Adis Abeba para Nairobi.
  • Três sequestradores armados exigiram que a aeronave fosse desviada para a Austrália, mas o comandante Leul Abate informou que não havia combustível suficiente.
  • O avião caiu no mar próximo à praia de Galawa, no arquipélago de Comores, resultando na morte de 125 pessoas.
  • O comandante e o copiloto Yonas Mekuria foram resgatados, assim como um diplomata e sua esposa.
  • O incidente levou a mudanças nas normas de segurança da aviação, incluindo o reforço das cabines de comando.

O voo Ethiopian Airlines 961, que partiu de Adis Abeba para Nairobi, foi sequestrado em 23 de novembro de 1996 por três criminosos armados. Eles exigiram que a aeronave fosse desviada para a Austrália, mas o comandante Leul Abate argumentou que não havia combustível suficiente para essa rota. O avião acabou caindo no mar próximo à praia de Galawa, no arquipélago de Comores, resultando na morte de 125 pessoas.

Durante o sequestro, os criminosos, que portavam um extintor de incêndio e um machado, tornaram a tripulação refém. Leul, que já havia enfrentado situações semelhantes anteriormente, tentou negociar uma parada em Mombasa para reabastecimento, mas foi ignorado. O diálogo entre o comandante e os sequestradores foi tenso e, em um momento crítico, o motor do avião falhou devido à falta de combustível.

A queda e o resgate

Com a situação se deteriorando, Leul avistou a ilha de Grande Comore e tentou realizar um pouso controlado na água. Enquanto isso, os sequestradores, cada vez mais agressivos, ameaçavam a tripulação. O avião finalmente pousou no mar, desintegrando-se nas águas. Turistas que estavam na praia assistiram ao acidente e tentaram ajudar, mas muitos passageiros não sobreviveram.

Os sequestradores morreram no incidente, enquanto Leul e o copiloto Yonas Mekuria conseguiram ser resgatados. O diplomata Franklin Huddle e sua esposa também sobreviveram. O caso gerou repercussão mundial e levou a mudanças significativas nas normas de segurança da aviação, incluindo o reforço das cabines de comando e o controle de bagagens.

Consequências e legado

O sequestro do voo 961 foi um marco na história da aviação, pois evidenciou a vulnerabilidade das aeronaves na época. Antes dos atentados de 11 de setembro de 2001, sequestros eram frequentemente realizados por grupos terroristas com demandas claras. Após o incidente, as medidas de segurança foram intensificadas, tornando as cabines de pilotos locais de alta segurança.

O relatório final da investigação revelou que os sequestradores não tinham uma bomba real, mas sim uma garrafa de uísque disfarçada. O caso permanece envolto em mistério, com informações sobre os sequestradores ainda sendo escassas. Leul e Yonas retornaram à Etiópia como heróis, continuando suas carreiras na Ethiopian Airlines até a aposentadoria.

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