- Um casal americano, Eleonor “Gay” Courter e Philip Courter, está sob investigação na França por venda ilegal de barras de ouro do naufrágio do navio francês Le Prince de Conty, ocorrido em 1746.
- Eles foram presos no Reino Unido em 2022 e estão em prisão domiciliar.
- O casal é acusado de vender dezoito barras de ouro por mais de US$ 192 mil.
- A investigação começou em 2018, após a identificação de vendas suspeitas por Michel L’Hour, chefe da arqueologia subaquática da França.
- O julgamento está previsto para 2026, com a defesa alegando que os Courters não tinham conhecimento da ilegalidade.
Um casal americano, Eleonor “Gay” Courter e seu marido Philip, está sob investigação na França por suposta venda ilegal de barras de ouro recuperadas do naufrágio do navio francês Le Prince de Conty, que ocorreu em 1746. O caso remonta a um tesouro submerso descoberto em 1974, na costa da Bretanha, e envolve alegações de que o casal vendeu 18 barras de ouro por mais de US$ 192 mil.
O navio, que realizava comércio com a Ásia, naufragou durante uma tempestade e permaneceu submerso por mais de dois séculos. Após sua descoberta, o local foi alvo de saques, e escavações oficiais foram encerradas em 1985. A investigação atual começou em 2018, quando o chefe da arqueologia subaquática da França, Michel L’Hour, identificou a venda suspeita de barras de ouro em um site de leilões nos Estados Unidos.
As autoridades americanas apreenderam as barras e as devolveram à França em 2022. Gay Courter, conhecida por suas obras sobre temas náuticos, afirmou que recebeu o ouro de um casal francês, Annette May Pesty e Gerard. Pesty alegou ter encontrado o ouro em uma ilha africana, mas sua versão não convenceu os investigadores. As suspeitas recaem sobre Yves Gladu, cunhado de Pesty, que confessou ter realizado mergulhos no local e retirado 16 barras de ouro entre 1976 e 1999.
Os Courters foram presos no Reino Unido em 2022 e, posteriormente, colocados em prisão domiciliar. A investigação revelou que eles possuíam ao menos 23 barras de ouro. Um promotor de Brest requisitou o julgamento do casal, de Gladu e de Pesty, com o processo previsto para começar em 2026. O advogado dos Courters defende que o casal não tinha conhecimento da ilegalidade, alegando diferenças nas regras sobre posse e venda de ouro entre os Estados Unidos e a França.
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