- Os Estados Unidos têm uma dívida de R$ 699,9 milhões com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
- A política de isolacionismo, iniciada durante a presidência de Donald Trump, resultou no fechamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).
- Essa mudança afetou a assistência humanitária na África, onde a fome e a desnutrição aumentam.
- Em 2023, os EUA representaram 43% do financiamento global para ajuda humanitária, mas não atingiram a meta de 0,7% do PIB, destinando apenas cerca de 0,25%.
- A falta de apoio dos EUA pode levar a 14 mil mortes até 2030, segundo pesquisadores da Universidade Federal da Bahia.
Os Estados Unidos enfrentam uma dívida de R$ 699,9 milhões com a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), resultado de uma política de isolacionismo que começou durante a presidência de Donald Trump. Essa abordagem, que prioriza o “América em Primeiro Lugar”, tem gerado lacunas significativas na assistência humanitária, especialmente na África, onde a fome e a desnutrição estão em ascensão.
A USAID, principal agência de ajuda humanitária dos EUA, foi encerrada por Trump, o que impactou diretamente programas que combatem a desnutrição e doenças como o HIV. Em 2023, os EUA foram responsáveis por 43% do financiamento governamental global para ajuda humanitária, mas a administração atual não cumpriu a meta de 0,7% do PIB para assistência a países em desenvolvimento, destinando apenas cerca de 0,25%.
Analistas alertam que essa rejeição ao multilateralismo pode comprometer a influência americana na África, uma região cada vez mais cobiçada por potências como China e Rússia. Em 2024, mais de 733 milhões de pessoas enfrentaram a fome, com 20% delas vivendo em países africanos. A falta de apoio dos EUA pode resultar em 14 mil mortes até 2030, segundo pesquisadores da Universidade Federal da Bahia.
Os desafios logísticos para a assistência humanitária na África são exacerbados por conflitos internos, como na República Democrática do Congo. Embora a China possa oferecer algum suporte, sua abordagem é diferente, focando em investimentos estruturais que criam dependência a longo prazo. A ausência de alternativas imediatas para preencher a lacuna deixada pelos EUA levanta preocupações sobre o futuro da assistência humanitária no continente.
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