- O Irã classificou as sanções dos Estados Unidos como “crimes contra a humanidade”.
- A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, em resposta a um estudo da revista “The Lancet”.
- O estudo aponta que as sanções causam cerca de 500 mil mortes anuais.
- Araqchi pediu uma resposta unificada entre os países afetados e criticou a narrativa ocidental sobre as sanções.
- O Irã enfrenta sanções desde a Revolução Islâmica de 1979, que se intensificaram devido ao seu programa nuclear.
O Irã declarou que as sanções unilaterais impostas pelos Estados Unidos e seus aliados devem ser reconhecidas como “crimes contra a humanidade”. A afirmação foi feita pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, em resposta a um estudo da revista médica “The Lancet”, que aponta para 500 mil mortes anuais atribuídas a essas medidas.
Araqchi enfatizou a necessidade de uma resposta unificada entre os países afetados pelas sanções. Ele argumentou que as restrições, que se intensificaram desde a Revolução Islâmica de 1979, têm um impacto devastador, especialmente sobre crianças e idosos. O ministro criticou a narrativa ocidental que considera as sanções uma alternativa sem mortes à guerra, afirmando que, na realidade, elas podem ser tão letais quanto conflitos armados.
Desde a tomada da embaixada americana em 1979, o Irã enfrenta um regime de sanções que se agravou ao longo das décadas, especialmente devido ao seu programa nuclear. O acordo nuclear de 2015 trouxe um alívio temporário, mas a retirada dos EUA em 2018 resultou na reimposição de severas restrições econômicas. Essas sanções têm afetado gravemente a economia iraniana e o acesso a bens essenciais.
Araqchi também pediu que os países sob sanções se unam para enfrentar o que considera um “mecanismo de pressão política” que viola os direitos humanos. Ele destacou que a pesquisa da “The Lancet” revela a gravidade da situação, com um número alarmante de vidas perdidas devido às sanções.
Entre na conversa da comunidade