- A Coreia do Sul comemora 80 anos de libertação do domínio japonês, que ocorreu de 1910 a 1945, no dia 15 de agosto.
- O país busca equilibrar a memória histórica com a cooperação geopolítica, especialmente com Japão e Estados Unidos, em meio a tensões com Coreia do Norte e China.
- Pesquisas mostram que 63,3% dos sul-coreanos têm uma visão positiva do Japão, a maior taxa desde 2013.
- Apesar do apoio à cooperação, 42% dos sul-coreanos acreditam que resolver questões históricas é essencial para o futuro da parceria, incluindo o caso das “mulheres de conforto”.
- A administração atual, sob Lee Jae Myung, adota uma política externa pragmática, buscando diálogo que respeite a história e promova a colaboração.
A Coreia do Sul celebra, neste 15 de agosto, 80 anos de libertação do domínio japonês, que durou de 1910 a 1945. O país enfrenta o desafio de equilibrar a memória histórica com a necessidade de cooperação geopolítica, especialmente com Japão e Estados Unidos, em um contexto de crescente tensão com a Coreia do Norte e a China.
Durante o período colonial, os coreanos sofreram repressão cultural e política, com a língua e a identidade nacional sendo suprimidas. A libertação, após a Segunda Guerra Mundial, levou à divisão da península em duas nações. Atualmente, a percepção pública sobre o Japão tem mudado, com pesquisas indicando que 63,3% dos sul-coreanos têm uma visão positiva do país vizinho, a maior taxa desde 2013.
A relação entre Seul e Tóquio é complexa, marcada por um acordo de segurança trilateral com os EUA, que é visto como crucial diante das ameaças do Norte. Apesar do apoio a essa cooperação, 42% dos sul-coreanos acreditam que a resolução de questões históricas é essencial para o futuro da parceria. Entre as contendas, destaca-se o caso das “mulheres de conforto”, que ainda provoca protestos e reivindicações de reparação.
O ex-presidente Yoon Suk Yeol tentou estreitar laços com o Japão, mas sua abordagem gerou controvérsias, especialmente em relação ao financiamento de indenizações. A nomeação de Kim Hyung-seok para dirigir o Independence Hall of Korea também levantou críticas, devido a suas opiniões sobre a era colonial.
A atual administração, sob Lee Jae Myung, busca uma política externa pragmática, evitando decisões que possam ser vistas como humilhações diplomáticas. A opinião pública, embora mais favorável ao Japão, ainda clama por um reconhecimento sincero das injustiças do passado, refletindo a necessidade de um diálogo que respeite a história enquanto se busca um futuro colaborativo.
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