- A Procuradoria chilena prendeu Alfredo Henríquez, membro da gangue Tren de Aragua, suspeito de sequestro e assassinato do ex-soldado venezuelano Ronald Ojeda.
- Ojeda, que buscava refúgio no Chile, foi encontrado morto em uma mala em Santiago após seu desaparecimento em 21 de fevereiro de 2024.
- Ele foi sequestrado por homens que se passaram por policiais em seu apartamento. Nove dias depois, seu corpo foi descoberto enterrado em uma comunidade da capital.
- Doze pessoas já foram detidas em conexão com o caso, e Henríquez é suspeito de ter participado do sequestro.
- A investigação aponta para uma motivação política no assassinato, uma vez que Ojeda se autodenominava “prisioneiro político” após fugir da Venezuela.
A Procuradoria chilena prendeu Alfredo Henríquez, membro da gangue Tren de Aragua, suspeito de envolvimento no sequestro e assassinato do ex-soldado venezuelano Ronald Ojeda. O corpo de Ojeda, que buscava refúgio no Chile, foi encontrado em uma mala em Santiago, após seu desaparecimento em 21 de fevereiro de 2024.
Ojeda, de 32 anos, foi sequestrado por homens que se passaram por policiais, enquanto estava em seu apartamento. Nove dias depois, seu corpo foi descoberto enterrado em uma comunidade da capital chilena. O ministro da Segurança, Luis Cordero, informou que doze pessoas já foram detidas em conexão com o caso, e a última prisão foi a de Henríquez, conhecido como “Gordo Alex”.
A investigação aponta para uma motivação política no assassinato de Ojeda, que se autodenominava “prisioneiro político” após fugir de uma prisão na Venezuela, onde enfrentava acusações de conspiração. O promotor Héctor Barros afirmou que Henríquez é suspeito de ter atuado na fase de sequestro do ex-militar.
Contexto da Gangue
O Tren de Aragua, uma organização criminosa de origem venezuelana, é conhecida por suas atividades de sequestro e assassinato em diversos países. Em fevereiro de 2024, os Estados Unidos a classificaram como uma organização terrorista. O governo de Nicolás Maduro tem um histórico de perseguições a dissidentes, utilizando redes de agentes e gangues para intimidar e sequestrar opositores fora da Venezuela.
Ojeda estava entre os dissidentes que planejavam um levante contra Maduro. Em dezembro de 2023, ele havia viajado à fronteira colombiana para se reunir com outros opositores. A situação de segurança para dissidentes tem se agravado, com relatos de sequestros e abusos por parte de grupos armados, como o Exército de Libertação Nacional (ELN).
A morte de Ojeda levanta preocupações sobre a segurança dos opositores do regime venezuelano, tanto dentro quanto fora do país.
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