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Brics acelera criação do ‘Pix Global’ e intensifica tensão com os EUA

Brics Pay avança como alternativa ao dólar, prometendo agilidade nas transações entre países-membros e aumentando tensões com os EUA.

Imagem: Creative Commons
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  • O Brics está avançando na implementação do Brics Pay, um sistema de liquidação financeira para reduzir a dependência do dólar nas transações entre seus membros.
  • O bloco é composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além de novos integrantes como Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes Unidos.
  • O projeto, denominado “Pix Global”, usará tecnologias como blockchain e QR codes para facilitar transferências rápidas e de baixo custo.
  • A plataforma Decentralized Cross-border Messaging System (DCMS), desenvolvida pela Universidade Estatal de São Petersburgo, permitirá transações seguras e rápidas, sem um controlador central.
  • A integração com sistemas de pagamento existentes, como o Pix no Brasil e o UPI na Índia, é essencial para a viabilidade do Brics Pay, que pode movimentar centenas de bilhões de dólares até 2030.

O Brics está acelerando a implementação do Brics Pay, um sistema de liquidação financeira que visa reduzir a dependência do dólar nas transações entre os países-membros. O bloco, que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além de novos integrantes como Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes Unidos, busca facilitar transferências rápidas e de baixo custo.

O projeto, conhecido como “Pix Global”, utilizará tecnologias como blockchain e QR codes para agilizar operações financeiras. Durante a 16ª Cúpula do Brics, realizada em outubro de 2024, na Rússia, o sistema foi destacado como parte de uma estratégia de integração econômica. A proposta gera preocupação em Washington, pois permitirá transações sem a intermediação do dólar.

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a iniciativa, chamando o Brics de “grupo antiamericano” e ameaçando tarifas sobre importações de países do bloco. O governo dos EUA também aumentou tarifas sobre produtos brasileiros e abriu investigações sobre o Pix, alegando discriminação contra empresas americanas.

Tecnologia e Segurança

A plataforma BRICS Pay utiliza o Decentralized Cross-border Messaging System (DCMS), desenvolvido pela Universidade Estatal de São Petersburgo. Essa tecnologia permite transações seguras, com capacidade para processar até 20 mil mensagens por segundo. Ao contrário do sistema SWIFT, o BRICS Pay opera sem um controlador central, garantindo maior independência.

A escolha da tecnologia blockchain reflete a prioridade do bloco em criar um sistema moderno e resistente a interferências externas. A Rússia e a China lideram os testes iniciais, enquanto o Brasil vê no sistema uma oportunidade para expandir exportações, especialmente em setores como agronegócio e energia.

Integração de Sistemas

A viabilidade do BRICS Pay depende da integração com sistemas de pagamento já existentes, como o Pix no Brasil e o UPI na Índia. Especialistas acreditam que a digitalização das moedas nacionais pode facilitar essa integração. O Brasil, que assumirá a presidência rotativa do Brics em 2026, planeja liderar os esforços para superar barreiras técnicas.

Economistas projetam que, até 2030, o sistema poderá movimentar centenas de bilhões de dólares em transações anuais, desafiando o SWIFT. A iniciativa também fortalece o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), que planeja criar uma linha de garantia multilateral para reduzir riscos em operações financeiras.

O BRICS Pay representa uma mudança significativa na lógica do comércio internacional, buscando maior estabilidade em um cenário de tensões geopolíticas. A plataforma pode atrair novos membros, ampliando seu alcance e redefinindo as relações comerciais globais.

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