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Mianmar realiza sua primeira eleição geral desde o golpe militar de 2021

Eleições em Myanmar ocorrem em meio a guerra civil e repressão, com apenas nove partidos autorizados a participar do pleito marcado para dezembro de 2025

Líder da junta, Min Aung Hlaing, disse que as eleições seriam "livres e justas", mas essa noção foi amplamente rejeitada (Foto: Reuters)
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  • Myanmar realizará eleições gerais em 28 de dezembro de 2025, as primeiras desde o golpe militar de fevereiro de 2021.
  • Apenas nove partidos estão autorizados a participar, em meio a uma guerra civil e forte oposição.
  • A Comissão Eleitoral Nacional anunciou que a primeira fase da eleição começará na data estipulada, com fases subsequentes a serem divulgadas depois.
  • A situação no país é crítica, com milhares de mortes e mais de 3,5 milhões de deslocados desde o golpe.
  • Observadores internacionais questionam a legitimidade do pleito, destacando a exclusão da maioria dos partidos e a repressão severa a qualquer resistência.

Myanmar realizará suas primeiras eleições gerais desde o golpe militar de fevereiro de 2021, com a votação marcada para 28 de dezembro de 2025. A junta militar, que depôs o governo de Aung San Suu Kyi, anunciou que apenas nove partidos estarão autorizados a participar do pleito, em meio a uma intensa guerra civil e forte oposição.

A Comissão Eleitoral Nacional informou que a primeira fase da eleição geral democrática multipartidária começará na data estipulada, com datas para fases subsequentes a serem divulgadas posteriormente. Desde o golpe, o país enfrenta um cenário de conflito, resultando em milhares de mortes e mais de 3,5 milhões de deslocados. A junta militar, liderada por Min Aung Hlaing, considera as eleições uma forma de legitimar seu governo, apesar da ampla contestação internacional.

Observadores criticam a legitimidade do pleito, apontando que a maioria dos partidos foi excluída e que a repressão a qualquer resistência é severa. Grupos armados de oposição já afirmaram que não permitirão a votação em áreas sob seu controle. A situação no país é complexa, com guerrilhas disputando o controle territorial e a junta tentando dialogar com esses grupos, sem sucesso até o momento.

Além disso, um censo realizado no ano passado falhou em coletar dados de quase 19 milhões dos 51 milhões de habitantes de Myanmar, refletindo as dificuldades impostas pela guerra civil. Especialistas e organizações internacionais alertam que a realização de eleições sob tais condições é arriscada e pode não ser considerada credível. A Human Rights Watch destacou que a junta seria “delusional” ao acreditar que o pleito seria aceito como legítimo.

A comunidade internacional, incluindo a China, observa atentamente a situação, com a primeira buscando estabilidade na região. O Governo de Unidade Nacional, formado por deputados eleitos em 2021, continua a se declarar como o legítimo representante do povo, denunciando a repressão e a falta de condições adequadas para a realização das eleições.

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