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Maduro e Putin fortalecem laços e desafiam estratégia de Trump na Venezuela

Maduro inaugura fábrica de munição em parceria com a Rússia, reforçando laços militares e econômicos em meio a sanções internacionais

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, acena para apoiadores no Palácio de Miraflores, em Caracas, Venezuela (Foto: Federico Parra/AFP)
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  • A Venezuela inaugurou uma fábrica de munição em Maracay, resultado de uma parceria de dez anos com a Rússia.
  • O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fez o anúncio durante as celebrações do Dia da Independência.
  • A nova instalação terá capacidade para produzir setenta milhões de cartuchos por ano, aumentando a defesa do país.
  • A Rússia é o principal parceiro militar da Venezuela, com cerca de trezentos e cinquenta acordos bilaterais em áreas como defesa, energia e saúde.
  • A aliança é uma resposta ao isolamento internacional da Venezuela e reflete a crescente dependência militar do país em relação a Moscou.

CARACAS – A relação entre a Venezuela e a Rússia se fortalece com a recente inauguração de uma fábrica de munição em Maracay, fruto de uma parceria de 10 anos entre os dois países. O anúncio foi feito por Nicolás Maduro durante as celebrações do Dia da Independência, destacando a importância da cooperação militar.

A nova instalação, que produzirá 70 milhões de cartuchos anualmente, representa um avanço significativo na capacidade de defesa da Venezuela, que enfrenta sanções internacionais. O diretor da Rostec, Oleg Yevtushenko, afirmou que a fábrica é um passo crucial na colaboração tecnológica com a Rússia, o principal parceiro da Venezuela na América Latina.

Além da fábrica, Maduro e Putin têm consolidado laços em diversas áreas, com cerca de 350 acordos bilaterais em vigor, abrangendo defesa, energia e saúde. A Venezuela se tornou o sexto maior comprador de armas russas, refletindo a crescente dependência militar do país em relação a Moscou.

A aliança é vista como uma resposta ao isolamento internacional que a Venezuela enfrenta, especialmente após as eleições presidenciais de 2024, não reconhecidas por várias democracias. A Rússia, por sua vez, busca reafirmar sua influência na América Latina, especialmente em um contexto de tensões com os Estados Unidos.

A cooperação se estende ao setor petrolífero, onde a Rússia tem sido vital para a venda de petróleo venezuelano, ajudando a contornar as sanções dos EUA. Apesar das dificuldades econômicas, a relação entre Maduro e Putin continua a se aprofundar, com ambos os líderes buscando benefícios mútuos em um cenário geopolítico complexo.

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