- A Venezuela inaugurou uma fábrica de munição em Maracay, resultado de uma parceria de dez anos com a Rússia.
- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fez o anúncio durante as celebrações do Dia da Independência.
- A nova instalação terá capacidade para produzir setenta milhões de cartuchos por ano, aumentando a defesa do país.
- A Rússia é o principal parceiro militar da Venezuela, com cerca de trezentos e cinquenta acordos bilaterais em áreas como defesa, energia e saúde.
- A aliança é uma resposta ao isolamento internacional da Venezuela e reflete a crescente dependência militar do país em relação a Moscou.
CARACAS – A relação entre a Venezuela e a Rússia se fortalece com a recente inauguração de uma fábrica de munição em Maracay, fruto de uma parceria de 10 anos entre os dois países. O anúncio foi feito por Nicolás Maduro durante as celebrações do Dia da Independência, destacando a importância da cooperação militar.
A nova instalação, que produzirá 70 milhões de cartuchos anualmente, representa um avanço significativo na capacidade de defesa da Venezuela, que enfrenta sanções internacionais. O diretor da Rostec, Oleg Yevtushenko, afirmou que a fábrica é um passo crucial na colaboração tecnológica com a Rússia, o principal parceiro da Venezuela na América Latina.
Além da fábrica, Maduro e Putin têm consolidado laços em diversas áreas, com cerca de 350 acordos bilaterais em vigor, abrangendo defesa, energia e saúde. A Venezuela se tornou o sexto maior comprador de armas russas, refletindo a crescente dependência militar do país em relação a Moscou.
A aliança é vista como uma resposta ao isolamento internacional que a Venezuela enfrenta, especialmente após as eleições presidenciais de 2024, não reconhecidas por várias democracias. A Rússia, por sua vez, busca reafirmar sua influência na América Latina, especialmente em um contexto de tensões com os Estados Unidos.
A cooperação se estende ao setor petrolífero, onde a Rússia tem sido vital para a venda de petróleo venezuelano, ajudando a contornar as sanções dos EUA. Apesar das dificuldades econômicas, a relação entre Maduro e Putin continua a se aprofundar, com ambos os líderes buscando benefícios mútuos em um cenário geopolítico complexo.
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