- Lucas Felype Vieira Bueno, um jovem paranaense, fugiu da Ucrânia após receber ordens para ir à linha de frente na guerra contra a Rússia.
- Ele estava no país há três meses, inicialmente com a expectativa de trabalhar com drones, mas foi direcionado para o combate.
- A fuga ocorreu na madrugada de 12 de setembro, quando percorreu cerca de 20 quilômetros a pé até conseguir uma carona.
- Após cinco dias de travessia e verificação de dados na fronteira, Lucas obteve um visto de turismo em um país europeu.
- Ele agora avalia, junto à família, se deve retornar ao Brasil ou permanecer na Europa, enfrentando possíveis consequências legais pela quebra de contrato com o governo ucraniano.
Lucas Felype Vieira Bueno, um jovem paranaense de 20 anos, fugiu da Ucrânia após receber ordens para se deslocar para a linha de frente na guerra contra a Rússia. Ele estava no país há três meses, inicialmente com a expectativa de trabalhar com drones, mas foi direcionado para o combate. A fuga ocorreu na madrugada de 12 de setembro, quando Lucas deixou sua base militar e percorreu cerca de 20 quilômetros a pé até conseguir uma carona.
Durante sua travessia, que durou cinco dias, Lucas enfrentou dificuldades, incluindo a necessidade de atravessar a fronteira, onde teve seus dados verificados pelas autoridades. Após superar esses obstáculos, ele conseguiu um visto de turismo em um país europeu, mas agora se vê diante de um futuro incerto. O jovem está avaliando, junto à família, se deve retornar ao Brasil ou permanecer na Europa.
O contrato que Lucas assinou com o governo ucraniano exigia uma permanência mínima de seis meses, o que o tornava legalmente impedido de deixar o país antes de dezembro de 2025. Segundo o especialista em Direito Internacional, Pablo Sukiennik, a quebra do contrato pode resultar em consequências legais, incluindo a possibilidade de deserção e um pedido de extradição. Lucas havia tentado cancelar o contrato, mas as regras eram rígidas.
A guerra na Ucrânia, que começou em fevereiro de 2022, já causou milhares de mortes e milhões de refugiados. O conflito continua a receber apoio militar e humanitário de países ocidentais, enquanto a Rússia enfrenta sanções econômicas. Apesar das tentativas de negociação, não há perspectivas concretas para o fim das hostilidades.
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