- O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que não se reunirá com o líder russo, Vladimir Putin, sem um plano de garantias de segurança de seus aliados.
- Zelensky espera que essas garantias sejam definidas em até dez dias, antes de considerar um encontro, que poderia ocorrer na Áustria, Turquia ou Suíça.
- A Rússia intensificou os ataques aéreos, utilizando 574 drones e 40 mísseis, resultando em mortes e feridos em várias cidades, incluindo Lviv.
- O chanceler ucraniano, Andrii Sybiha, denunciou os ataques como atos de terror contra civis.
- Zelensky criticou a postura russa e ressaltou a necessidade de uma resposta firme às ações agressivas do país.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou que não se reunirá com o líder russo, Vladimir Putin, sem um plano claro de garantias de segurança de seus aliados. A exigência foi feita após uma reunião com líderes ocidentais na Casa Branca e visa assegurar proteção contra novas invasões russas. Zelensky espera que essas garantias sejam definidas em até dez dias, antes de considerar um encontro com Putin, que poderia ocorrer em locais como Áustria, Turquia ou Suíça.
A situação se complica com a intensificação dos ataques aéreos da Rússia, que resultaram em mortes e danos significativos em várias cidades ucranianas. Na madrugada de quarta para quinta-feira, a Rússia lançou um dos maiores ataques aéreos em semanas, utilizando 574 drones e 40 mísseis, causando ao menos um morto e feridos em Lviv e outras regiões. O chanceler ucraniano, Andrii Sybiha, denunciou os ataques como atos de terror contra civis.
Reações e Desdobramentos
Zelensky criticou a postura russa, afirmando que o país age como se não houvesse esforços internacionais para buscar a paz. Ele ressaltou a necessidade de uma resposta firme às ações agressivas da Rússia. O chanceler russo, Sergei Lavrov, por sua vez, rejeitou a ideia de forças estrangeiras em solo ucraniano e condicionou qualquer diálogo à resolução de questões de legitimidade em relação ao governo ucraniano.
Enquanto isso, a proposta de Donald Trump de um acordo rápido para a guerra enfrenta resistência. O ex-presidente dos EUA sugere que a Ucrânia deve ceder parte de seu território, o que é inaceitável para Zelensky. A criação de uma força terrestre de paz, defendida por países como Reino Unido e França, também está em discussão, mas sem um compromisso claro da Casa Branca.
Caminhos para a Paz
As garantias de segurança, junto com o fim dos combates e a promessa de ajuda na reconstrução, são vistas como essenciais para um eventual acordo de paz. Zelensky e líderes europeus estão explorando formatos de apoio, que podem incluir a presença de tropas estrangeiras e compartilhamento de inteligência. Contudo, a Rússia continua a se opor a qualquer intervenção militar ocidental, complicando ainda mais as negociações.
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