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Gaza City enfrenta fome oficial antes da invasão do exército israelense

A situação em Gaza se deteriora rapidamente, com a fome oficial afetando 514 mil pessoas e uma ofensiva militar iminente em Gaza City

Uma coluna de fumaça se eleva sobre a Cidade de Gaza após um ataque israelense na sexta-feira. (Foto: DAWOUD ABU ALKAS/REUTERS)
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  • A Integrated Food Security Phase Classification (IPC) declarou oficialmente fome na Faixa de Gaza, afetando 514 mil pessoas, quase um quarto da população local.
  • A previsão é que esse número chegue a 641 mil até o final de setembro.
  • Israel planeja uma ofensiva militar em Gaza City, ignorando advertências sobre as consequências para a população civil.
  • O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, classificou a situação como um “desastre causado pelo homem”.
  • A IPC alerta que a fome pode se espalhar para outras áreas de Gaza se a situação não mudar.

Fome oficial na Faixa de Gaza afeta 514 mil pessoas

A Integrated Food Security Phase Classification (IPC) declarou oficialmente a fome na Faixa de Gaza, afetando 514 mil pessoas, quase um quarto da população local. A situação se agrava com a previsão de que esse número chegue a 641 mil até o final de setembro. A declaração ocorre em meio a uma iminente ofensiva militar israelense em Gaza City, que ignora advertências humanitárias sobre as consequências devastadoras para a população civil.

O relatório da IPC, divulgado na sexta-feira, destaca que a fome se espalha por Gaza City e os campos de refugiados da região. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Oren Marmorstein, desconsiderou a investigação da IPC, afirmando que não há fome em Gaza, mas sim uma situação de escassez em áreas específicas. Em contrapartida, Tom Fletcher, vice-secretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, afirmou que a fome é uma “arma de guerra” promovida por líderes israelenses.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou a situação como um “desastre causado pelo homem” e uma falha moral da comunidade internacional. Ele ressaltou que crianças estão morrendo e que Israel, como potência ocupante, tem obrigações sob a lei internacional para garantir o fornecimento de alimentos e suprimentos médicos à população.

Ofensiva militar e deslocamento forçado

Israel planeja uma ofensiva em Gaza City, com o objetivo de expulsar cerca de um milhão de civis concentrados na área. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou destruir a cidade caso o Hamas não aceite as condições de desarmamento e liberação de prisioneiros. Katz afirmou que a operação visa “derrotar o Hamas” e que a cidade enfrentará uma destruição semelhante à de outras áreas já devastadas.

A IPC alerta que, se a situação não mudar, a fome pode se espalhar para outras partes de Gaza, como Deir al-Balah e Khan Younis, nas próximas semanas. A classificação de fome é oficial quando 20% das famílias enfrentam escassez extrema de alimentos e a taxa de mortalidade relacionada à fome ultrapassa dois adultos ou quatro crianças por dia a cada 10 mil habitantes.

Enquanto isso, a comunidade internacional continua a pressionar por um cessar-fogo, mas Israel avança com seus planos de ataque, ignorando os apelos humanitários. A situação em Gaza permanece crítica, com a população enfrentando uma crise humanitária sem precedentes.

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