- A fome foi confirmada na Cidade de Gaza, com previsão de que a situação se espalhe para outras áreas em duas semanas, segundo a Classificação Integrada de Fases de Segurança Alimentar (IPC).
- Mais de 500 mil pessoas enfrentam condições catastróficas, após 22 meses de guerra e severas restrições a alimentos.
- O IPC classifica a crise como a pior desde o início do monitoramento em 2023 e alerta para um aumento nas mortes evitáveis sem ajuda humanitária imediata.
- Desde agosto, cerca de 1 milhão de pessoas já enfrentavam insegurança alimentar emergencial, com a escassez extrema de alimentos.
- O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, contestou o relatório, enquanto a ONU e os palestinos afirmam que a ajuda humanitária é insuficiente.
A fome foi oficialmente confirmada na Cidade de Gaza, com previsão de que a situação se espalhe para outras áreas em duas semanas, segundo a Classificação Integrada de Fases de Segurança Alimentar (IPC). O relatório, divulgado em 22 de setembro, destaca que mais de 500 mil pessoas enfrentam condições catastróficas, caracterizadas por fome e miséria, após 22 meses de guerra e severas restrições a alimentos.
O IPC classifica a atual crise como a “pior deterioração” da segurança alimentar em Gaza desde o início do monitoramento em 2023. A organização alerta que, sem uma resposta humanitária imediata, as mortes evitáveis podem aumentar exponencialmente. O relatório indica que um terço da população da Faixa de Gaza pode estar em situação de fome até setembro, com as condições se agravando em Deir al-Balah e Khan Younis.
Crise Humanitária
Desde agosto, cerca de 1 milhão de pessoas já enfrentavam níveis de insegurança alimentar emergenciais. O relatório aponta que a paralisação das entregas de alimentos e a destruição da produção local resultaram em uma escassez extrema. Embora 55.600 toneladas de alimentos tenham sido enviadas a Gaza em agosto, isso é insuficiente para atender à demanda.
O IPC também observa que os números apresentados podem ser subestimados, pois não incluem a população de Rafah, que foi severamente afetada por ofensivas militares. O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, contestou o relatório, chamando as alegações de fome de “mentiras” do Hamas. Em resposta, Israel anunciou a ampliação da ajuda humanitária, embora a ONU e os palestinos afirmem que a quantidade ainda é insuficiente.
Condições de Fome
A determinação formal da fome pelo IPC é baseada em três critérios: 20% dos domicílios com falta extrema de alimentos, 30% das crianças com desnutrição aguda e um número significativo de mortes diárias relacionadas à fome. A guerra na Faixa de Gaza já resultou em mais de 60 mil mortes, segundo o ministério da Saúde local, que não diferencia civis de combatentes.
O conflito, que começou em 7 de outubro de 2023, teve início com um ataque do Hamas ao sul de Israel, resultando em 1,2 mil mortes e 250 sequestros. A situação continua a se agravar, exigindo atenção urgente da comunidade internacional.
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