- O governo francês convocou o embaixador dos Estados Unidos em Paris, Charles Kushner, após críticas à resposta da França ao antissemitismo.
- Kushner expressou sua preocupação em uma carta ao presidente Emmanuel Macron, afirmando que judeus estão sendo agredidos diariamente.
- As declarações coincidem com o 81º aniversário da libertação de Paris, um marco para a comunidade judaica.
- O Ministério das Relações Exteriores francês respondeu que as críticas violam a Convenção de Viena de 1961, que proíbe a ingerência em assuntos internos.
- Desde o início do conflito entre Hamas e Israel, a França aumentou a segurança em sinagogas e escolas judaicas, mas a comunidade considera as medidas insuficientes.
O governo francês convocou o embaixador dos Estados Unidos em Paris, Charles Kushner, após críticas à resposta da França ao aumento do antissemitismo. Em uma carta enviada ao presidente Emmanuel Macron, Kushner expressou sua “profunda preocupação” com a escalada de violência contra judeus no país, afirmando que “não passa um dia sem que judeus sejam agredidos”.
As declarações de Kushner, datadas de 25 de agosto, coincidem com o 81º aniversário da libertação de Paris, um marco na história da comunidade judaica durante a ocupação nazista. O embaixador criticou a postura do governo francês, que, segundo ele, tem sido insuficiente diante do crescimento do antissemitismo, especialmente após o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023.
Reação Francesa
A resposta do Ministério das Relações Exteriores francês foi contundente, afirmando que as declarações de Kushner violam a Convenção de Viena de 1961, que proíbe a ingerência nos assuntos internos de outros Estados. O governo francês reiterou que este é um momento que exige “seriedade e responsabilidade”, em resposta ao que considerou manipulações.
As críticas de Kushner se alinham com as de Benjamin Netanyahu, que acusou Macron de “fomentar o antissemitismo” ao defender o reconhecimento do Estado da Palestina. Desde o início do conflito, a França tem intensificado as medidas de segurança em torno de sinagogas e escolas judaicas, embora organizações da comunidade afirmem que essas ações são insuficientes para garantir a segurança dos judeus no país.
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