- O governo de Israel, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, anunciou a possibilidade de retirar suas tropas do sul do Líbano.
- A retirada está condicionada ao desarmamento do Hezbollah, conforme solicitado pelo governo libanês.
- O governo libanês pediu ao seu exército a elaboração de um plano para garantir que apenas instituições estatais possuam armas até o final do ano.
- O Hezbollah, por meio do secretário-geral Naim Kassem, rejeitou a proposta de desmilitarização e afirmou que resistirá a qualquer esforço nesse sentido.
- A situação se agrava após o início da guerra em Gaza, com aumento dos confrontos entre o Hezbollah e as forças israelenses.
O governo de Israel, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, anunciou que pode retirar suas tropas do sul do Líbano, caso o governo libanês avance no desarmamento do Hezbollah. A declaração foi feita em 25 de setembro de 2023, após o Líbano solicitar ao seu exército a elaboração de um plano que visa garantir que apenas instituições estatais possuam armas até o final do ano.
Israel condiciona a retirada de suas Forças de Defesa à implementação do desarmamento da milícia. O gabinete de Netanyahu afirmou que, se as Forças Armadas do Líbano tomarem as medidas necessárias, Israel adotará ações recíprocas, incluindo uma redução gradual de sua presença militar na região, em coordenação com os Estados Unidos. A declaração foi considerada uma oportunidade crucial para o Líbano recuperar sua soberania e restaurar a autoridade de suas instituições.
Reação do Hezbollah
A proposta de desmilitarização não foi bem recebida pelo Hezbollah. O secretário-geral da milícia, Naim Kassem, declarou que o grupo resistirá a qualquer esforço de desarmamento, acusando o governo libanês de agir em favor de Israel. A tensão entre as partes aumentou desde o início da guerra em Gaza, em 7 de outubro de 2023, quando confrontos entre militantes do Hezbollah e forças israelenses se intensificaram.
A situação é delicada, especialmente após um cessar-fogo em novembro de 2022, que deixou em aberto a questão do desarmamento do Hezbollah ao norte do rio Litani. Enquanto o Hezbollah alega que o acordo se aplica apenas ao sul do rio, Israel e os EUA sustentam que o desarmamento deve ser total. O cenário atual levanta preocupações sobre a possibilidade de um novo conflito civil no Líbano, à medida que as tensões entre o governo e a milícia se agravam.
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