- A Coreia do Norte está promovendo uma nova cultura de consumismo em Pyongyang, com a abertura de um resort à beira-mar e a imitação de marcas ocidentais.
- O resort Wonsan Kalma, um projeto do líder Kim Jong-Un, foi inaugurado recentemente e já recebeu turistas, principalmente da Rússia.
- Em Pyongyang, um shopping descrito como a “Ikea norte-coreana” vende móveis e utensílios de cozinha, atraindo as elites locais.
- O uso de pagamentos digitais está crescendo, com serviços como transporte e compras utilizando aplicativos semelhantes aos de outros países.
- Apesar do incentivo ao turismo, o governo enfrenta o desafio de manter o controle totalitário e limitar a influência cultural externa.
A Coreia do Norte está promovendo uma nova cultura de consumismo em Pyongyang, com a abertura de um resort à beira-mar e a imitação de marcas ocidentais. O objetivo é gerar receita e amenizar o impacto das sanções internacionais.
Recentemente, turistas estrangeiros, incluindo um russo e um sueco, visitaram o país e relataram experiências que revelam um lado inesperado da nação isolada. Em Pyongyang, as elites consomem produtos em um shopping que é descrito como a “Ikea norte-coreana”, vendendo móveis e utensílios de cozinha. Um estudante chinês que estuda na capital comentou que o local é surpreendentemente luxuoso, desafiando suas expectativas iniciais.
Atrações Turísticas
O resort Wonsan Kalma, um projeto ambicioso do líder Kim Jong-Un, foi inaugurado recentemente. Com uma praia de 4 quilômetros e diversas atrações, o local já recebeu seus primeiros turistas, principalmente da Rússia. Daria Zubkova, uma visitante, descreveu a experiência como “uma imagem que foi pintada para você”, destacando a modernidade das instalações.
Além disso, o consumo digital está em ascensão. Pagamentos por celular são comuns, até mesmo em vendedores de rua. Johan Nylander, corredor sueco, observou que muitos serviços, como transporte e compras, utilizam aplicativos semelhantes aos encontrados em outros países.
Desafios e Oportunidades
Embora o turismo não esteja sancionado, a Coreia do Norte enfrenta um dilema. A abertura ao turismo pode enfraquecer o controle totalitário do regime, permitindo que informações sobre o país fluam para fora. Desde 2020, o governo implementou leis rigorosas para limitar a influência cultural externa.
Analistas apontam que Kim Jong-Un busca atrair a riqueza acumulada pelas elites que tiveram acesso ao exterior. A maioria dos norte-coreanos, no entanto, continua a viver com um salário médio de pouco mais de US$ 1.000 por ano. A nova estratégia de consumismo em Pyongyang reflete uma tentativa de modernização, mesmo em um contexto de isolamento e sanções.
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