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Dinamarca pede desculpas pela contracepção forçada de mulheres groenlandesas

Dinamarca e Groenlândia buscam justiça para vítimas de contracepção forçada, com inquérito e compensação em andamento

Foto: Reprodução
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  • A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, pediu desculpas pelo escândalo de contracepção forçada na Groenlândia, onde entre mil novecentos e sessenta e seis e mil novecentos e setenta, aproximadamente quatro mil e quinhentas mulheres foram submetidas a procedimentos sem consentimento.
  • Frederiksen classificou a situação como discriminação sistêmica e reconheceu o sofrimento físico e psicológico das vítimas.
  • O ex-primeiro-ministro da Groenlândia, Múte B Egede, descreveu o caso como um genocídio.
  • Juntamente com o primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, Frederiksen anunciou que ambos os governos estão elaborando um esquema de compensação para as mulheres afetadas.
  • Um inquérito sobre o escândalo será publicado em breve, com a expectativa de esclarecer os eventos e suas consequências.

Escândalo de Contracepção Forçada na Groenlândia: Primeira-Ministra Dinamarquesa Pede Desculpas

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, pediu desculpas oficialmente pelo escândalo de contracepção forçada que afetou milhares de mulheres e meninas na Groenlândia. Entre 1966 e 1970, aproximadamente 4.500 mulheres foram submetidas a procedimentos de inserção de dispositivos intrauterinos (DIUs) sem seu consentimento. Frederiksen classificou a situação como “discriminação sistêmica”, destacando o sofrimento físico e psicológico das vítimas.

O escândalo remonta ao período colonial dinamarquês na Groenlândia, que foi uma colônia até 1953. A Dinamarca assumiu o controle do sistema de saúde da Groenlândia até 1992. Frederiksen reconheceu que as mulheres groenlandesas foram alvo de “dano físico e psicológico” devido a essa prática abusiva. O ex-primeiro-ministro da Groenlândia, Múte B Egede, chegou a descrever o caso como um “genocídio”.

Reconhecimento e Compensação

A declaração de desculpas foi feita em conjunto com o primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, que também se desculpou por abusos ocorridos após 1992. Ambos os governos estão trabalhando em um esquema de compensação para as mulheres afetadas. Frederiksen afirmou que, apesar de não ter o quadro completo, a gravidade dos relatos de abuso é inegável.

A ministra da Justiça e Igualdade de Gênero da Groenlândia, Naaja H Nathanielsen, considerou a desculpa um passo necessário para a cura. Ela enfatizou que a prática tinha um “perfil colonialista claro” e que a compensação é uma questão de justiça.

Expectativas Futuras

Um inquérito sobre o escândalo está prestes a ser publicado, com a expectativa de que suas conclusões ajudem a esclarecer os eventos e suas consequências. Frederiksen afirmou que o governo dinamarquês está comprometido em aprender com o passado e lidar com as repercussões, incluindo possíveis compensações financeiras.

A situação gerou reações diversas, com algumas mulheres que processaram o Estado dinamarquês expressando alívio pela desculpa. Bula Larsen, uma das vítimas, relatou que a declaração trouxe paz em sua vida, encerrando um capítulo doloroso. A ministra Nathanielsen e a parlamentar Aaja Chemnitz também destacaram a importância do reconhecimento para a relação entre Groenlândia e Dinamarca.

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