- A Coreia do Norte está construindo uma base militar secreta a cerca de 27 quilômetros da fronteira com a China.
- O relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), divulgado em 20 de setembro de 2023, confirma a existência da instalação chamada Sinpung-dong.
- A base pode abrigar de seis a nove mísseis balísticos intercontinentais com capacidade nuclear.
- Essa descoberta representa uma nova ameaça nuclear para o leste da Ásia e para os Estados Unidos.
- Desde a cúpula fracassada com os EUA em 2019, a Coreia do Norte intensificou seu programa nuclear e se aproximou da Rússia, especialmente em tecnologia militar.
A Coreia do Norte revelou a construção de uma base militar secreta, localizada a cerca de 27 quilômetros da fronteira com a China. O relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), divulgado em 20 de setembro de 2023, indica que a instalação, chamada Sinpung-dong, pode abrigar de seis a nove mísseis balísticos intercontinentais com capacidade nuclear.
A base, que não foi declarada oficialmente, representa uma nova ameaça nuclear para o leste da Ásia e para os Estados Unidos. O CSIS classifica essa descoberta como a primeira confirmação abrangente da existência da instalação, que faz parte de um conjunto estimado de 15 a 20 bases de mísseis balísticos que a Coreia do Norte não reconheceu.
Desde a cúpula fracassada com os EUA em 2019, que não resultou em acordos significativos, Pyongyang intensificou seu programa nuclear. O líder norte-coreano, Kim Jong-un, tem solicitado uma “rápida expansão” da capacidade atômica do país, que permanece isolado diplomaticamente. Além disso, a Coreia do Norte tem se aproximado da Rússia, especialmente após a invasão da Ucrânia, oferecendo apoio militar em troca de tecnologia.
Analistas observam que a cooperação entre Moscou e Pyongyang tem se intensificado, especialmente em áreas como tecnologia espacial e de satélites. Essa colaboração é preocupante, pois os sistemas de lançamento de satélites e os mísseis balísticos intercontinentais compartilham tecnologias similares. A situação continua a gerar tensões na região, especialmente com os exercícios militares conjuntos entre Seul e Washington.
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