- O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, rejeitou a proposta de criar uma zona-tampão entre a Rússia e a Ucrânia, considerada obsoleta devido à tecnologia de drones.
- A ideia visava estabelecer uma faixa de 40 quilômetros para proteger civis, mas Zelensky afirmou que a Rússia deve recuar para os territórios ocupados.
- A pressão diplomática sobre a Rússia aumentou após um ataque aéreo em Kiev que matou 23 pessoas.
- Líderes europeus, como o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e o presidente da França, Emmanuel Macron, prometeram intensificar esforços para forçar negociações diretas.
- A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, criticou as propostas ocidentais, alertando para o risco de um novo conflito.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, rejeitou a proposta de criar uma zona-tampão entre a Rússia e a Ucrânia, sugerida por líderes europeus como parte de um possível acordo de paz. A proposta, que visava estabelecer uma faixa de 40 km para distanciar as forças russas dos civis ucranianos, foi considerada obsoleta por Zelensky, que destacou a importância da tecnologia de drones no atual cenário de guerra.
Zelensky afirmou que a ideia de uma zona-tampão ignora a realidade do conflito, onde já existe uma área conhecida como “zona morta”, onde a artilharia pesada não pode operar devido ao risco de ataques aéreos. Ele enfatizou que, se a Rússia deseja uma distância maior, deve recuar para os territórios temporariamente ocupados da Ucrânia. O presidente ucraniano reiterou que a Rússia não está disposta a buscar uma solução negociada, preferindo adiar o fim do conflito.
Aumento da Pressão Diplomática
A pressão diplomática sobre a Rússia tem aumentado, especialmente após um ataque aéreo em Kiev que resultou na morte de 23 pessoas. O chanceler alemão, Friedrich Merz, e o presidente francês, Emmanuel Macron, prometeram intensificar os esforços para forçar Moscou a considerar negociações diretas. Merz afirmou que não há expectativa de uma reunião entre Zelensky e o presidente russo, Vladimir Putin, que parece relutante em participar.
Enquanto isso, o chefe de gabinete de Zelensky, Andriy Yermak, esteve em Nova York discutindo o papel dos Estados Unidos como mediador. Ele destacou que todas as iniciativas de paz apresentadas por Washington foram bloqueadas pela Rússia. Os líderes europeus também estão em negociações sobre garantias de segurança para a Ucrânia em um cenário pós-guerra, com a chefe de diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmando que as garantias precisam ser robustas e confiáveis.
Reações da Rússia
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, criticou as propostas ocidentais, considerando-as unilaterais e perigosas. Ela alertou que tais garantias poderiam transformar a Ucrânia em um “provocador estratégico” nas fronteiras russas, aumentando o risco de um novo conflito. A situação continua tensa, com a comunidade internacional observando de perto os desdobramentos das negociações e a evolução do conflito.
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