- A Roscosmos, agência espacial russa, planeja testar o foguete Soyuz-5 em dezembro de 2024.
- O lançamento será realizado no cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.
- O Soyuz-5 é uma versão modernizada do Zenit-2 e pode carregar até 17 toneladas.
- A agência enfrenta dificuldades financeiras, acumulando perdas de 180 bilhões de rublos (cerca de 2,24 bilhões de dólares) até agosto de 2024.
- A Roscosmos busca revitalizar suas operações e atrair investimentos estrangeiros após a perda de parcerias internacionais.
A Roscosmos, agência espacial russa, está se preparando para o teste do foguete Soyuz-5, agendado para dezembro de 2024. O lançamento ocorrerá no cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, após a perda de parcerias internacionais devido à invasão da Ucrânia em 2022.
O Soyuz-5, que é uma versão modernizada do antigo Zenit-2, tem como objetivo se tornar um veículo de lançamento de classe média. Com um desenvolvimento que se estende por uma década, o foguete é projetado para suportar uma carga de aproximadamente 17 toneladas. O novo modelo será equipado com motores RD-171MV, considerados potentes e de alta eficiência.
Desde o início da guerra na Ucrânia, a Roscosmos enfrentou sérias dificuldades financeiras, acumulando perdas de 180 bilhões de rublos (cerca de 2,24 bilhões de dólares) até agosto de 2024. Para contornar a crise, a agência planeja vender ativos não essenciais avaliados em mais de 11,4 bilhões de rublos.
Mudanças Estratégicas
A ruptura de relações com a Agência Espacial Europeia (ESA) impactou significativamente a Roscosmos, que perdeu colaborações em projetos como o ExoMars e a exploração lunar. Além disso, a agência se retirou do centro espacial em Kourou, na Guiana Francesa, onde realizava lançamentos de Soyuz.
Com a mudança para o cosmódromo de Baikonur, a Roscosmos busca revitalizar suas operações e atrair investimentos estrangeiros. O Cazaquistão, por sua vez, está tentando desenvolver sua própria indústria espacial, aproveitando a presença russa.
O sucesso do teste do Soyuz-5 será crucial para a Roscosmos, que também está desenvolvendo o Soyuz-7, um foguete movido a metano, com previsão de finalização até 2030. O novo modelo visa ser uma alternativa mais econômica ao tradicional Soyuz-2, com a capacidade de reutilização de até 50 vezes.
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