- A situação em Gaza se agrava com um novo plano da administração Trump para administrar a região por dez anos.
- O projeto, chamado GREAT Trust (Fundo para a Transformação, Aceleração Econômica e Reconstrução de Gaza), propõe a realocação temporária de mais de 2 milhões de palestinos.
- Os deslocados receberiam incentivos financeiros de US$ 5 mil, além de subsídios para aluguel e alimentação.
- O plano prevê um investimento total de US$ 100 bilhões, com recursos provenientes de investimentos privados.
- Organizações de direitos humanos criticam a proposta, considerando-a uma forma de limpeza étnica disfarçada, enquanto a crise humanitária em Gaza se intensifica.
A situação em Gaza continua a se agravar, com um novo plano da administração Trump propondo que os Estados Unidos administrem a região por dez anos. O projeto, denominado GREAT Trust (Fundo para a Transformação, Aceleração Econômica e Reconstrução de Gaza), visa realocar a população palestina e transformar o enclave em um centro turístico e tecnológico.
O documento, obtido pelo *Washington Post*, sugere que mais de 2 milhões de palestinos deixem Gaza temporariamente, com incentivos financeiros de US$ 5 mil e subsídios para aluguel e alimentação. A proposta inclui a criação de “Áreas de Trânsito Humanitário” para abrigar os deslocados durante a reconstrução.
Detalhes do Plano
O GREAT Trust, elaborado pela Fundação Humanitária de Gaza (GHF), prevê um investimento total de US$ 100 bilhões. O financiamento viria de investimentos privados, sem depender de recursos do governo americano. A expectativa é que o retorno sobre o investimento seja quase quatro vezes maior em uma década.
A proposta também menciona a construção de cidades inteligentes e um hub de manufatura. No entanto, a GHF já enfrenta críticas por sua atuação, com relatos de civis palestinos mortos ao tentar acessar ajuda humanitária.
Críticas e Controvérsias
Organizações de direitos humanos e autoridades palestinas consideram o plano uma forma de limpeza étnica disfarçada de reconstrução econômica. A ideia de realocação, mesmo que apresentada como voluntária, levanta preocupações sobre possíveis violações do direito internacional.
Enquanto isso, a situação humanitária em Gaza se deteriora. O Programa Mundial de Alimentos alertou que 514 mil pessoas enfrentam fome extrema, enquanto as forças israelenses intensificam os ataques na região. A designação de Gaza como “zona de combate perigosa” limita o acesso à ajuda humanitária, aumentando a crise.
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