- Um encontro entre líderes da Rússia, Índia e China ocorreu em Tianjin, na China, em 1º de outubro.
- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, discutiram laços comerciais e um modelo de multilateralismo.
- A reunião foi uma resposta às tarifas elevadas impostas pelos Estados Unidos, que afetaram as relações comerciais globais.
- Modi destacou a importância de um multilateralismo inclusivo, enquanto Putin defendeu novas alianças para substituir a cooperação tradicional com os EUA.
- As relações comerciais entre Índia e Rússia estão se fortalecendo, mesmo diante da guerra na Ucrânia.
Um encontro de líderes mundiais em Tianjin, na China, destacou a crescente aliança entre Rússia, Índia e China, em um contexto de tensões comerciais com os Estados Unidos. O presidente russo, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, se reuniram para discutir laços comerciais e um modelo de multilateralismo que desafia a influência americana.
A reunião, ocorrida em 1º de outubro, foi marcada por gestos de união, com Putin e Modi entrando juntos e sendo recebidos pelo presidente chinês, Xi Jinping. O evento, parte da Organização para a Cooperação de Xangai, foi uma resposta direta às tarifas elevadas impostas por Donald Trump, que afetaram as relações comerciais globais, especialmente com a China, que enfrentou sobretaxas de até 145%.
Durante o encontro, Modi enfatizou a importância de um multilateralismo inclusivo, enquanto Putin defendeu a formação de novas alianças para substituir a cooperação tradicional entre Estados Unidos e Europa, que ele considera ultrapassada. O presidente russo também expressou gratidão pelos esforços da China e da Índia para buscar soluções para a guerra na Ucrânia, embora as negociações com Trump não tenham avançado em direção à paz.
As relações comerciais entre Índia e Rússia estão se fortalecendo, com ambos os países dispostos a superar rivalidades regionais e aumentar a troca de produtos, mesmo diante da guerra na Ucrânia. A Índia, que já enfrenta tarifas de 50% sobre suas importações para os EUA, está buscando alternativas e não confirmou uma proposta de eliminar tarifas sobre produtos americanos, como mencionado por Trump.
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