- Desde a queda do governo de Bashar al-Assad, em dezembro de 2022, cerca de 850 mil refugiados sírios retornaram ao país.
- A expectativa é que esse número chegue a 1 milhão nas próximas semanas.
- A violência sectária aumentou, com ataques em março e julho resultando em dezenas de mortos e centenas de vítimas.
- Aproximadamente 190 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas no sul da Síria devido a confrontos entre milícias e combatentes drusos.
- O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) enviou 21 comboios de ajuda emergencial à Síria, e a reconstrução do país pode custar mais de US$ 400 bilhões.
Desde a queda do governo de Bashar al-Assad, em dezembro de 2022, cerca de 850 mil refugiados sírios retornaram ao país, segundo a Alta Comissária Adjunta da ACNUR, Kelly Clements. A expectativa é que esse número chegue a 1 milhão nas próximas semanas. A guerra civil, que começou em 2011, resultou em quase meio milhão de mortes e no deslocamento de metade da população síria, que era de 23 milhões.
Clements, que está na Síria há três dias, destacou que dois milhões de sírios já voltaram para casa desde a destituição de Assad. A maioria dos refugiados estava em países vizinhos, como Jordânia e Líbano. Durante sua visita, a comissária observou longas filas de caminhões e pessoas na fronteira com o Líbano, onde as autoridades concederam isenção para sírios em situação irregular que desejam retornar.
Aumento da Violência
Apesar do retorno em massa, a violência sectária voltou a aumentar no país. Em março, ataques contra a minoria alauíta resultaram em dezenas de mortos. Em julho, confrontos na província de Sweida, de maioria drusa, causaram centenas de vítimas e reacenderam o temor de novas deslocações em massa. Apenas no sul da Síria, cerca de 190 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas devido a combates entre milícias pró-governo e combatentes drusos.
Para mitigar a crise humanitária, 21 comboios de ajuda emergencial já foram enviados à Síria com apoio do ACNUR. A reconstrução do país, após anos de conflito, pode custar mais de US$ 400 bilhões. O levantamento das sanções ocidentais contra a Síria é visto como uma oportunidade para obter apoio internacional e iniciar esse processo.
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