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Avenida em bairro de classe média em Gaza é devastada em dois anos de conflitos

Vídeo mostra a devastação na Faixa de Gaza, com mais de 960 mesquitas bombardeadas e milhares de palestinos deslocados pela guerra.

Foto: Reprodução
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  • Um vídeo do jornalista palestino Motaz Azaiza mostra a devastação da avenida Al-Rashid e da mesquita Al-Hassaina na Faixa de Gaza, após quase dois anos de conflito.
  • A região sofreu bombardeios israelenses, resultando na destruição de prédios e no deslocamento de milhares de palestinos.
  • Mais de 960 mesquitas foram bombardeadas desde o início da ofensiva em outubro de 2023, com a mesquita Al-Hassaina sendo uma das mais emblemáticas.
  • Desde o início do conflito, cerca de 63 mil palestinos perderam a vida, e a situação humanitária se agrava, com alertas de fome pela ONU.
  • A guerra continua a forçar os residentes a abandonarem suas casas, enquanto a comunidade internacional observa a escalada da violência.

Um vídeo divulgado pelo jornalista palestino Motaz Azaiza nesta terça-feira (2) revela a devastação da avenida Al-Rashid e da mesquita Al-Hassaina na Faixa de Gaza, após quase dois anos de conflito. A região, que se estende ao longo da costa, foi severamente afetada pelos bombardeios israelenses, resultando na destruição de prédios e no deslocamento de milhares de palestinos.

As imagens mostram a mesquita Al-Hassaina, considerada uma das mais emblemáticas do território, em ruínas. Em novembro de 2023, durante os primeiros ataques, pelo menos oito templos foram destruídos. Desde então, mais de 960 mesquitas foram bombardeadas, segundo dados até janeiro de 2025. A perda desse templo, visitado diariamente por muitos, foi amplamente lamentada por ativistas palestinos.

Impacto da Guerra

A ofensiva israelense na Faixa de Gaza começou em outubro de 2023, após um ataque do Hamas que resultou na morte de 1.200 israelenses e na captura de mais de 250 reféns. Desde então, cerca de 63 mil palestinos perderam a vida, e a maioria dos edifícios na região foi danificada ou destruída. A situação humanitária se agrava, com a ONU alertando para a fome provocada por ações humanas.

As imagens do vídeo também mostram a presença de chaminés de uma usina termelétrica israelense, localizada a cerca de 5 km da fronteira. A área, que inclui o bairro nobre de Rimal, foi considerada uma das mais seguras e sofisticadas, mas agora se encontra em ruínas, assim como o bairro Al-Zaytun.

A guerra continua a forçar os residentes a abandonarem suas casas repetidamente, enquanto a comunidade internacional observa com preocupação a escalada da violência e suas consequências devastadoras para a população civil.

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