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Missionária irlandesa é resgatada após quase um mês sequestrada no Haiti

Missionária Gena Heraty é libertada após quase um mês de sequestro no Haiti, em meio a crescente violência das gangues armadas

Gena Heraty, diretora do orfanato Sainte-Hélène, foi sequestrada por membros de gangues armadas nos arredores de Porto Príncipe (Foto: Reprodução)
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  • A missionária irlandesa Gena Heraty foi libertada após quase um mês de sequestro no Haiti.
  • O sequestro ocorreu em três de agosto, quando Gena e outras oito pessoas foram capturadas por gangues armadas.
  • A família de Gena agradeceu às autoridades haitianas e internacionais pelo retorno seguro e pediu respeito à privacidade durante a recuperação dela.
  • O vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores da Irlanda, Simon Harris, confirmou que Gena e os demais reféns estão seguros.
  • A libertação acontece em meio a uma grave crise de segurança no Haiti, com aumento da violência e controle de gangues na capital, Porto Príncipe.

A missionária irlandesa Gena Heraty foi libertada após quase um mês de sequestro no Haiti. O anúncio foi feito pela família na última sexta-feira, 29 de setembro. Heraty, que dirige o orfanato Sainte-Hélène em Kenscoff, foi sequestrada em 3 de agosto junto a outras oito pessoas por gangues armadas.

Os familiares expressaram sua gratidão às autoridades haitianas e internacionais que trabalharam para garantir o retorno seguro da missionária. Em comunicado, pediram respeito à privacidade da família, enfatizando que a prioridade agora é a recuperação de Gena.

O vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores da Irlanda, Simon Harris, confirmou que Gena e os demais reféns estão “seguros e bem”. Ele ressaltou a resiliência da família Heraty e destacou os desafios enfrentados pelo povo haitiano diante da crescente violência das gangues.

Crise de Segurança no Haiti

A libertação de Gena Heraty ocorre em um contexto de crescimento da violência no Haiti, onde gangues armadas controlam grande parte da capital, Porto Príncipe. Dados da ONU indicam que, apenas no primeiro semestre de 2025, quase 350 pessoas foram sequestradas e mais de 3.100 assassinadas no país, resultando no deslocamento de 1,3 milhão de haitianos.

A situação em Kenscoff, onde Gena foi sequestrada, é alarmante. O jornal haitiano Le Nouvelliste reportou que a região tem sido alvo frequente de ações criminosas, com gangues ampliando seu domínio. A invasão ao orfanato de Gena foi considerada uma ação planejada, refletindo a gravidade da crise de segurança no país.

A libertação de Gena foi celebrada por representantes da Igreja e organizações humanitárias, que reconhecem a importância de seu trabalho com mais de 240 crianças, muitas com deficiências, no orfanato que ela supervisiona. O radialista Tommy Marren, que já entrevistou Gena, expressou alívio e destacou sua determinação em continuar servindo no Haiti.

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