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Putin agradece a China e Índia por esforços em prol da paz na Ucrânia

Putin busca apoio de China e Índia na cúpula da OCS, enquanto declaração final ignora a guerra na Ucrânia e foca em outras questões internacionais

Foto: Reprodução
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  • O presidente da Rússia, Vladimir Putin, participou da cúpula da Organização de Cooperação de Shangai (OCS) em Tianjin no dia dezesseis de outubro.
  • Durante o encontro, Putin destacou o apoio da China e da Índia em meio à guerra na Ucrânia e mencionou esforços para resolver o conflito.
  • Ele afirmou que a guerra não é uma agressão russa, mas resultado de um golpe de Estado em 2014, instigado pelo Ocidente.
  • O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, manifestou apoio a iniciativas de paz e a necessidade de uma solução duradoura.
  • A declaração final da cúpula não abordou a guerra na Ucrânia, mas discutiu a situação em Gaza e a adaptação da ONU às realidades atuais.

Vladimir Putin utilizou a cúpula da Organização de Cooperação de Shangai (OCS), realizada em Tianjin, para reafirmar seu apoio de aliados como China e Índia em meio à guerra na Ucrânia. O encontro, que ocorreu nesta segunda-feira, 16 de outubro, foi uma oportunidade para o presidente russo demonstrar que ainda possui respaldo internacional, apesar das sanções ocidentais.

Durante a cúpula, Putin destacou os esforços de Pequim e Nova Délhi para facilitar a resolução do conflito ucraniano. Ele afirmou que a guerra não é resultado de uma agressão russa, mas sim de um golpe de Estado em 2014, instigado pelo Ocidente. O líder russo também mencionou um entendimento alcançado em uma reunião anterior com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como um possível caminho para a paz.

Narendra Modi, primeiro-ministro indiano, expressou apoio a todos os esforços que buscam a paz e enfatizou a necessidade de uma solução duradoura para o conflito. Além disso, Putin se encontrou com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, para discutir acordos bilaterais e a busca por uma solução pacífica na Ucrânia.

Declaração Final da Cúpula

A declaração final da cúpula, que contou com a presença de mais de 20 líderes, não mencionou a guerra na Ucrânia, mas abordou questões como a situação em Gaza e a necessidade de adaptar a ONU às realidades atuais. Os líderes da OCS condenaram as sanções unilaterais e propuseram a criação de um banco de desenvolvimento regional.

Xi Jinping, presidente chinês, destacou o papel da OCS como promotor do multilateralismo e da cooperação em um novo ordenamento econômico e de segurança, em contraposição à hegemonia dos Estados Unidos. A cúpula também marcou um momento de reaproximação entre China e Índia, que haviam enfrentado tensões nos últimos anos.

Com a participação de 26 países, a OCS se consolidou como uma plataforma importante para a cooperação política e econômica, buscando um papel significativo na governança global e na segurança regional.

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