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Rússia mira na conquista de Odesa como meta da invasão à Ucrânia

Guerásimov reafirma controle russo sobre Odesa e Mikolaiv, enquanto analistas questionam a validade das conquistas territoriais.

Valeri Guerásimov, no centro, ao lado de um mapa que representa o sul da Ucrânia como território russo (Foto: Reprodução)
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  • O chefe do Estado-Maior russo, Valeri Guerásimov, analisou a campanha militar de verão e apresentou um mapa que inclui Odesa e Mikolaiv como parte da Rússia.
  • Guerásimov afirmou que a operação militar continuará, apesar das dúvidas de analistas sobre as conquistas territoriais russas.
  • O mapa reafirma a anexação de Crimea, Donetsk, Lugansk, Jersón e Zaporiyia, e sugere uma possível extensão até a fronteira com a Moldávia.
  • O comandante Ígor Guirkin criticou o otimismo do alto comando russo, destacando que os avanços têm sido limitados e com muitas perdas.
  • O Kremlin continua a adiar negociações de paz, enquanto busca pressionar o Ocidente e convencer a comunidade internacional sobre suas metas militares.

O chefe do Estado-Maior russo, Valeri Guerásimov, analisou a campanha militar de verão neste fim de semana, destacando um mapa que inclui as regiões ucranianas de Odesa e Mikolaiv como parte da Rússia. Guerásimov afirmou que a operação militar continuará, enquanto analistas questionam a veracidade das conquistas territoriais russas.

O mapa apresentado por Guerásimov não apenas reafirma a anexação de Crimea, Donetsk, Lugansk, Jersón e Zaporiyia, mas também sugere que a Rússia se estenderia até a fronteira com a Moldávia. O general Víktor Sóbolev, membro da Duma Estatal, comentou que a criação de uma “zona de segurança” inclui as regiões de Sumi, Járkov, Dnipropetrovsk, Mikolaiv e Odesa. No entanto, a população dessas áreas ocupadas não foi consultada sobre suas preferências.

Desde o início da invasão, a guerra tem sido uma experiência traumática para muitos ucranianos. Em 2022, o vicecomandante do Distrito Militar Central russo já havia indicado que Odesa era um alvo estratégico. A meta final de Putin parece ser a capitulação da Ucrânia, impondo um governo favorável a Moscou.

Analistas militares russos especulam sobre a intenção do mapa exibido por Guerásimov, que pode ser uma forma de pressão sobre o Ocidente. O Kremlin busca convencer a comunidade internacional de que suas metas militares são inevitáveis, sugerindo que a Ucrânia deve ceder. Atualmente, a Rússia controla cerca de 18% do território ucraniano, uma leve diminuição em relação a novembro de 2022.

Por outro lado, o comandante Ígor Guirkin, que iniciou a guerra de Donbás em 2014, criticou o otimismo do alto comando russo. Ele destacou que os avanços no front têm sido limitados e sangrentos, sem conquistas significativas. Estimativas apontam que as forças armadas russas acumulam mais de 200 mil mortos desde o início do conflito, além de centenas de milhares de feridos.

Enquanto isso, o Kremlin continua a adiar as negociações de paz, esperando que o governo ucraniano se fragilize. Yuri Ushakov, assessor de política externa de Putin, desmentiu rumores sobre um encontro entre os presidentes da Rússia e da Ucrânia, enfatizando que não houve acordo nesse sentido.

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