- O ex-presidente do Parlamento ucraniano, Andri Parubi, foi assassinado em Lviv no último sábado.
- Mijailo Stselnikov, de 52 anos, confessou o crime, alegando que agiu por vingança pela morte de seu filho em combate.
- Stselnikov foi detido um dia após o assassinato e enfrenta pena de 10 a 15 anos ou prisão perpétua.
- A polícia investiga possíveis ligações russas no crime, com indícios de que Stselnikov teve contato com representantes da Rússia.
- O funeral de Parubi atraiu centenas de pessoas, refletindo a comoção nacional pelo assassinato do político, que já havia sido alvo de um atentado em 2014.
Assassinato de Andri Parubi: Confissão e Investigações
O assassinato do ex-presidente do Parlamento ucraniano, Andri Parubi, ocorrido no último sábado em Lviv, ganhou novos desdobramentos com a confissão de Mijailo Stselnikov, de 52 anos. O crime, que chocou o país, foi motivado por uma suposta vingança pela morte do filho de Stselnikov em combate.
Stselnikov foi detido um dia após o crime e, em uma audiência judicial, admitiu ter matado Parubi como uma forma de retaliação. Ele afirmou que sua ação foi uma “vingança pessoal” e que desejava negociar sua liberdade em troca de prisioneiros ucranianos detidos na Rússia. O acusado enfrenta uma pena que pode variar de 10 a 15 anos ou até prisão perpétua.
Investigações em Andamento
O chefe da Polícia Nacional, Ivan Vihivski, declarou que o assassinato não foi um ato aleatório e que há indícios de envolvimento russo no crime. Durante os interrogatórios, Stselnikov mencionou ter tido contato com representantes russos que o incentivaram a assassinar um líder político, responsabilizando o governo ucraniano pela morte de seu filho.
Parubi, que tinha 54 anos e era membro do partido Solidariedade Europeia, foi morto a tiros enquanto caminhava pelas ruas de Lviv. A cena do crime foi registrada por câmeras de segurança, mostrando o autor aguardando o ex-parlamentar antes de atacá-lo pelas costas.
Reações e Contexto Político
O assassinato de Parubi, que teve um papel crucial nas manifestações do Euromaidán, gerou grande comoção. Ele já havia sido alvo de um atentado em 2014, quando uma granada foi lançada contra um hotel onde estava. O funeral do ex-presidente do Parlamento atraiu centenas de cidadãos, amigos e familiares, que prestaram suas últimas homenagens.
As investigações continuam, com o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) analisando as possíveis conexões com os serviços de inteligência da Rússia. A situação evidencia a tensão política e a instabilidade que ainda permeiam a Ucrânia, especialmente em um contexto de conflito contínuo com a Rússia.
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