- Desde o início do conflito entre Israel e Hamas em 7 de outubro de 2023, pelo menos 21 mil crianças em Gaza adquiriram algum tipo de deficiência.
- Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) indica que 40,5 mil crianças sofreram ferimentos graves, com mais da metade resultando em deficiências permanentes.
- A situação humanitária é crítica, com 157,1 mil pessoas feridas, e mais de 25% delas correm risco de limitações permanentes.
- As ordens de evacuação emitidas por Israel são frequentemente inacessíveis para pessoas com deficiência, dificultando a fuga em condições seguras.
- O Comitê da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência pediu ajuda humanitária massiva e medidas de proteção para evitar mais violência e privação de direitos.
Pelo menos 21 mil crianças em Gaza adquiriram algum tipo de deficiência desde o início do conflito com Israel em 7 de outubro de 2023, conforme relatório do Comitê da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. O documento revela que 40,5 mil crianças sofreram ferimentos graves, com mais da metade resultando em deficiências permanentes.
A situação humanitária é alarmante. Desde o início da guerra, 157,1 mil pessoas foram feridas, e mais de 25% correm o risco de desenvolver limitações permanentes. O relatório destaca que as ordens de evacuação emitidas por Israel são frequentemente inacessíveis para pessoas com deficiência auditiva ou visual, tornando a fuga impossível. Relatos indicam que muitos foram forçados a escapar em condições indignas, arrastando-se pela areia ou lama sem assistência.
Acesso à Ajuda Humanitária
As restrições à ajuda humanitária têm um impacto desproporcional sobre as pessoas com deficiência. Muitas delas estão sem acesso a alimentos, água potável e saneamento, dependendo de terceiros para sobreviver. A Fundação Humanitária de Gaza, com apenas quatro centros de distribuição, não consegue atender à demanda, já que o sistema anterior da ONU contava com cerca de 400 locais.
Além disso, 83% das pessoas com deficiência perderam seus dispositivos de assistência, como cadeiras de rodas e bengalas, dificultando ainda mais o deslocamento. O comitê expressou preocupação com a classificação desses dispositivos como “itens de uso duplo”, o que impede sua inclusão nas remessas humanitárias.
Apelo por Medidas de Proteção
O CRPD fez um apelo por ajuda humanitária massiva para as pessoas com deficiência afetadas pelo conflito. O comitê enfatizou a necessidade de que todos os lados adotem medidas de proteção para evitar mais violência e privação de direitos. Recomendações incluem a implementação de protocolos de evacuação que considerem as necessidades específicas de crianças com deficiência e garantam seu retorno seguro às casas.
A situação em Gaza continua crítica, exigindo atenção urgente da comunidade internacional. A guerra não apenas causou ferimentos físicos, mas também deixou marcas profundas na saúde mental das crianças, com muitos relatando sentimentos de desespero e trauma.
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