- O governo da Rússia respondeu a declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acusou líderes da Rússia, China e Coreia do Norte de conspirarem contra os EUA.
- O conselheiro do Kremlin, Yury Ushakov, negou qualquer conotação conspiratória nas afirmações de Trump.
- As declarações ocorreram durante um desfile militar em Pequim, onde líderes discutiram segurança e desenvolvimento.
- O presidente da China, Xi Jinping, pediu que o mundo escolha entre paz e guerra, criticando comportamentos intimidatórios, em um recado interpretado como direcionado a Trump.
- A presença de Kim Jong-un na cúpula indica um estreitamento das relações entre a Coreia do Norte e a Rússia, enquanto a China busca moderar seu apoio a Pyongyang.
O governo da Rússia respondeu nesta quarta-feira (3) às declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acusou líderes da Rússia, China e Coreia do Norte de conspirarem contra os EUA. O conselheiro do Kremlin, Yury Ushakov, afirmou que esperava que os comentários de Trump fossem feitos em tom de ironia, negando qualquer conotação conspiratória.
As declarações de Trump surgiram durante um desfile militar em Pequim, onde os líderes se reuniram para discutir segurança e desenvolvimento. O evento, que marca os 80 anos da vitória sobre o Japão na Segunda Guerra Mundial, contou com a presença de mais de 20 líderes, incluindo o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. Durante o desfile, a China exibiu novos armamentos, como mísseis balísticos intercontinentais.
Reunião em Pequim
Na cúpula, o presidente da China, Xi Jinping, enfatizou a necessidade de evitar a repetição de “tragédias históricas”, pedindo que o mundo escolha entre paz e guerra. Xi também criticou o comportamento intimidatório na ordem mundial, um recado interpretado por analistas como direcionado a Trump. O presidente russo, Vladimir Putin, por sua vez, rejeitou alegações de que a Rússia planeja atacar outros países, afirmando que as acusações são provocativas.
Putin destacou que a Rússia nunca se opôs à entrada da Ucrânia na União Europeia, mas considerou inaceitável a adesão do país à OTAN. Ele também agradeceu a China e a Índia por seus esforços em facilitar a resolução da crise ucraniana, ressaltando a importância das relações entre os países.
Alianças em Ascensão
A presença de Kim Jong-un na cúpula indica um estreitamento das relações entre a Coreia do Norte e a Rússia, enquanto a China busca moderar seu apoio a Pyongyang. A cúpula representa um esforço conjunto para desafiar a ordem internacional estabelecida após a Segunda Guerra Mundial, com Xi Jinping buscando legitimar a China como uma potência global central.
A relação entre Rússia e China é vista como vital, com ambos os países se apoiando em meio a sanções ocidentais. A cúpula de Cooperação de Xangai, que começou no último domingo, é considerada a maior desde 2001 e reflete o fortalecimento das parcerias regionais da China, em um contexto de crescente rivalidade com os Estados Unidos.
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