Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Rússia é acusada de tortura brutal em relato de vítima de interrogatório

Maksim Butkevich é libertado após mais de dois anos de tortura e cativeiro nas mãos das forças russas, enquanto a luta por justiça continua

Maksim Butkevich em uma cafeteria de Kiev no sábado passado (Foto: Reprodução)
0:00
Carregando...
0:00
  • Maksim Butkevich, ex-jornalista e defensor dos direitos humanos, foi libertado em 18 de outubro após mais de dois anos de cativeiro nas mãos das forças russas.
  • Durante o cativeiro, ele sofreu torturas e foi forçado a assinar uma confissão falsa sobre crimes que não cometeu.
  • Butkevich se alistou como voluntário para defender a Ucrânia após a invasão russa em fevereiro de 2022 e foi capturado em junho do mesmo ano.
  • Em março de 2023, ele foi condenado a 13 anos de prisão por supostos crimes, sendo o único de seu grupo a assinar uma confissão.
  • Sua libertação ocorre em um contexto de crescente clamor internacional por justiça e direitos humanos na Ucrânia.

Maksim Butkevich, ex-jornalista e defensor dos direitos humanos, foi libertado em 18 de outubro após mais de dois anos de cativeiro nas mãos das forças russas. Durante esse período, ele sofreu torturas e foi forçado a assinar uma confissão falsa sobre crimes que não cometeu.

Butkevich, de 48 anos, se alistou como voluntário para defender a Ucrânia logo após a invasão russa em fevereiro de 2022. Ele participou da resistência em Kiev e foi capturado em junho daquele ano, durante uma emboscada na região de Lugansk. Inicialmente, os prisioneiros não enfrentaram maus-tratos, mas a situação rapidamente se deteriorou.

Em cativeiro, Butkevich e outros prisioneiros foram submetidos a interrogatórios violentos e ameaças de morte. Um oficial russo declarou que não eram considerados prisioneiros de guerra e que ninguém saberia de seu paradeiro. A ONU já havia denunciado violações graves dos direitos humanos por parte do exército russo, incluindo tortura e condições desumanas de detenção.

Após meses de abusos, Butkevich foi forçado a assinar uma confissão de crimes de guerra, mesmo sem saber o que estava assinando. Em março de 2023, foi condenado a 13 anos de prisão por supostos crimes que não cometeu. Ele foi o único de seu grupo a ser obrigado a assinar uma confissão, enquanto outros foram trocados por prisioneiros russos.

Situação Atual

A libertação de Butkevich ocorreu em meio a um crescente clamor internacional por justiça e direitos humanos na Ucrânia. O primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, sugeriu a retirada do país do tratado europeu contra a tortura, aumentando as preocupações sobre a situação dos prisioneiros.

Butkevich, agora livre, continua a lutar pela verdade e pela justiça, representando a voz de muitos que ainda permanecem em cativeiro. Sua história é um lembrete das atrocidades cometidas durante o conflito e da necessidade urgente de responsabilização.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais