- O presidente da China, Xi Jinping, se reuniu com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, em Pequim.
- O encontro ocorreu no dia 2 de setembro de 2025, após um desfile militar em comemoração ao 80º aniversário da rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial.
- Os líderes anunciaram a construção do gasoduto Power of Siberia 2, que enviará até 50 bilhões de metros cúbicos de gás por ano para a China durante os próximos trinta anos.
- Foram firmados 20 documentos de cooperação em áreas como energia e exploração espacial, incluindo a criação de uma base permanente na Lua.
- A aproximação entre China, Rússia e Coreia do Norte é vista como um fator de tensão nas relações com o Ocidente, especialmente devido ao apoio da China à Rússia desde o início do conflito na Ucrânia.
China e Rússia firmam acordo estratégico em reunião com Kim Jong-un
Na última terça-feira, o presidente chinês, Xi Jinping, se reuniu com Vladimir Putin, da Rússia, e Kim Jong-un, da Coreia do Norte, em Pequim. O encontro ocorreu um dia após um desfile militar em comemoração ao 80º aniversário da rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial. Durante a reunião, os líderes anunciaram um acordo para a construção do gasoduto Power of Siberia 2, além de firmar 20 documentos de cooperação em diversas áreas.
O gasoduto, que será construído através da Mongólia, permitirá o envio de até 50 bilhões de metros cúbicos de gás por ano para a China durante as próximas três décadas. Este acordo representa um avanço significativo na já estreita relação energética entre os dois países, especialmente em um contexto de sanções ocidentais contra a Rússia devido à invasão da Ucrânia. Xi Jinping destacou que as relações entre China e Rússia “resistiram à prova dos vaivéns internacionais”.
Cooperação Bilateral
Além do gasoduto, os líderes discutiram a ampliação de sistemas de fornecimento de gás por outras rotas. A assinatura dos documentos de cooperação abrange áreas como energia e exploração espacial, onde já colaboram para a criação de uma base permanente na Lua. A aproximação entre os países é vista como um fator de tensão nas relações da China com o Ocidente, especialmente devido ao apoio contínuo de Pequim a Moscou desde o início do conflito na Ucrânia.
Kim Jong-un, que chegou a Pequim em um trem, também buscou restabelecer laços com a China, seu principal aliado econômico. Este é o primeiro encontro do líder norte-coreano na capital chinesa desde 2019. A visita ocorre em um momento em que a Coreia do Norte tem mostrado uma crescente afinidade com a Rússia, refletida em um pacto de defesa mútua assinado em 2024.
Implicações Geopolíticas
A presença de líderes de países como Bielorrússia, Irã e Indonésia no desfile militar indica uma nova configuração de alianças na região. A ausência de líderes ocidentais ressalta o isolamento da Rússia e a busca por parcerias alternativas. A reunião em Pequim é um indicativo claro de que a China e a Rússia estão solidificando sua aliança em um cenário global cada vez mais polarizado.
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