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Herdeiros de empresário nazista são acusados de ocultar arte roubada do século 18

Patricia Kadgien e seu marido são acusados de esconder obras de arte roubadas de um curador judeu durante a ocupação nazista

Pintura 'Retrato de uma Dama', de Giuseppe Ghislani, vista em anúncio imobiliário de propriedade perto de Buenos Aires (Foto: Reprodução)
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  • Patricia Kadgien, de 58 anos, e seu marido, de 60 anos, foram acusados de ocultar obras de arte roubadas na Argentina.
  • As autoridades encontraram uma pintura de Giuseppe Ghislandi e 22 gravuras de Henri Matisse em sua propriedade em Mar del Plata.
  • A pintura “Retrato de uma Dama”, que pertenceu ao curador judeu Jacques Goudstikker, foi roubada durante a ocupação nazista nos Países Baixos e estava desaparecida há 80 anos.
  • A investigação começou após um jornalista holandês identificar a obra em um anúncio imobiliário da família Kadgien.
  • O advogado da família alegou que o crime prescreveu, mas a legislação argentina não permite a prescrição de crimes relacionados a genocídios.

A filha e o genro de um ex-dirigente nazista foram acusados de ocultar obras de arte roubadas na Argentina. Patricia Kadgien, de 58 anos, e seu marido, de 60, enfrentam acusações após a descoberta de uma pintura de Giuseppe Ghislandi e 22 gravuras de Henri Matisse em sua propriedade em Mar del Plata.

As obras foram encontradas durante uma operação policial que ocorreu na segunda-feira, mas a pintura barroca italiana foi entregue apenas na quarta-feira. A obra “Retrato de uma Dama”, que pertenceu ao curador judeu Jacques Goudstikker, foi roubada durante a ocupação nazista nos Países Baixos. O Ministério Público argentino detalhou que a pintura estava desaparecida há 80 anos.

A investigação teve início após um jornalista holandês, Peter Schouten, identificar a obra em um anúncio imobiliário da família Kadgien. Ele reconheceu a pintura enquanto investigava o passado de Friedrich Kadgien, conhecido como o “mago das finanças” das SS. O advogado da família, Carlos Murias, alegou que o crime prescreveu, mas a legislação argentina não permite a prescrição de crimes relacionados a genocídios.

Friedrich Kadgien, que morreu em 1978 na Argentina, foi um dos muitos nazistas que se refugiaram na América do Sul após a Segunda Guerra Mundial. A descoberta das obras de arte reacende o debate sobre a ocultação de bens roubados e a responsabilidade histórica dos que se beneficiaram do regime nazista.

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