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Extremistas islâmicos atacam e deixam 63 mortos na Nigéria

Extremistas islâmicos atacam cidade na Nigéria e provocam 63 mortes, incluindo cinco soldados, deixando a comunidade em luto e desespero

Soldado vigia grupo de estudantes libertadas após sequestro em escola no norte da Nigéria (Foto: Reprodução)
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  • Extremistas islâmicos atacaram a cidade de Darul Jamal, no nordeste da Nigéria, na noite de sexta-feira.
  • O ataque resultou na morte de ao menos 63 pessoas, incluindo cinco soldados.
  • Moradores relataram que os atacantes chegaram em motocicletas, disparando fuzis e incendiando casas.
  • O governador do estado de Borno, Babagana Zulum, confirmou as mortes e expressou indignação.
  • A região, alvo frequente de grupos como Boko Haram e ISWAP, continua a enfrentar a violência jihadista, com milhares de mortos e deslocados nos últimos anos.

Extremistas islâmicos atacam Darul Jamal e deixam 63 mortos

Na noite de sexta-feira, extremistas islâmicos realizaram um ataque devastador na cidade de Darul Jamal, no nordeste da Nigéria, resultando na morte de ao menos 63 pessoas, incluindo cinco soldados. O ataque, que ocorreu por volta das 20h30, chocou a comunidade local, que já enfrenta os horrores da violência jihadista.

Moradores relataram que o ataque começou com a chegada de dezenas de combatentes em motocicletas, que dispararam fuzis de assalto e atearam fogo em casas. Malam Bukar, um dos sobreviventes, descreveu a cena de terror: “Vieram gritando, atirando em todos”. Muitas das vítimas eram famílias que haviam sido recentemente deslocadas de um campo de refugiados próximo.

O governador do estado de Borno, Babagana Zulum, confirmou a presença de soldados entre os mortos e expressou sua indignação com a situação. Hajja Fati, mãe de cinco filhos, lamentou a perda de seu irmão e questionou a segurança prometida pelo governo: “Agora estamos enterrando nossa gente novamente”.

Contexto da Violência

A região, que abriga uma base militar na fronteira com os Camarões, tem sido alvo de ataques de grupos como o Boko Haram e o ISWAP (Estado Islâmico na África Ocidental). Embora a violência tenha diminuído desde o auge da insurgência entre 2013 e 2015, os ataques continuam a ser uma realidade para os moradores. Desde 2019, o Boko Haram tem intensificado sua campanha para estabelecer um califado islâmico, resultando em cerca de 40 mil mortos e mais de dois milhões de deslocados.

O ataque em Darul Jamal é um lembrete sombrio da fragilidade da segurança na região e da luta contínua contra o extremismo violento. A comunidade local, já marcada por tragédias, enfrenta mais um capítulo de dor e perda.

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