- O príncipe Hisahito, sobrinho do imperador Naruhito, celebrou sua maioridade em uma cerimônia no Palácio Imperial de Tóquio.
- Aos 19 anos, ele recebeu um gorro tradicional de seda preta, símbolo de maturidade.
- Durante a solenidade, Hisahito trocou de traje, passando de um vestuário amarelo para um escuro, apropriado para adultos.
- O príncipe reafirmou seu compromisso com as responsabilidades da família imperial diante do imperador e da imperatriz Masako.
- A cerimônia ocorreu em meio a debates sobre a sucessão imperial, que atualmente permite apenas a ascensão de homens ao trono, excluindo mulheres como a princesa Aiko.
O Japão comemorou neste sábado (6) a maioridade do príncipe Hisahito, sobrinho do imperador Naruhito, em uma cerimônia no Palácio Imperial de Tóquio. Aos 19 anos, o príncipe recebeu um gorro tradicional de seda preta, símbolo de maturidade, e reafirmou seu compromisso com as responsabilidades da família imperial.
Durante a solenidade, Hisahito, que inicialmente usava um traje amarelo reservado a menores de 18 anos, trocou para um vestuário escuro, apropriado para membros adultos da realeza. “Cumprirei com meus deveres, consciente de minhas responsabilidades como membro adulto da família imperial”, declarou o príncipe diante do imperador e da imperatriz Masako.
A cerimônia, que foi adiada por um ano para que o príncipe pudesse concluir seus estudos, ocorre em um contexto de debate sobre a sucessão imperial no Japão. A atual legislação, estabelecida em 1947, permite apenas a ascensão de homens ao trono, excluindo mulheres como a princesa Aiko, de 23 anos. Uma pesquisa da agência de notícias Kyodo revelou que nove em cada dez japoneses apoiam a possibilidade de uma mulher assumir o trono.
A família imperial japonesa, a mais antiga monarquia hereditária do mundo, tem um papel simbólico, sem poder político. Após a Segunda Guerra Mundial, o imperador deixou de ser considerado uma figura divina, passando a ser visto como símbolo do Estado. A nova Constituição descreve o imperador como “símbolo do Estado e da união do povo”, enfatizando que sua posição deve refletir a vontade da população.
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