Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Censura restringe liberdade de imprensa e afeta jornalismo na China

Jiang Xue denuncia a repressão à liberdade de expressão na China e compara a censura nos Estados Unidos sob Trump

Foto: Reprodução
0:00
Carregando...
0:00
  • A repressão à liberdade de expressão na China aumentou sob o governo de Xi Jinping, afetando jornalistas independentes.
  • A jornalista Jiang Xue, que deixou a China em 2022, compartilhou sua experiência de censura durante o Festival piauí de Jornalismo em 6 de outubro.
  • Em 2020, após criticar o confinamento durante a pandemia de Covid-19, Jiang foi interrogada pela polícia em sua casa em Xi’an.
  • Ela destacou que a imprensa chinesa se tornou um órgão de propaganda, com severas restrições sobre temas como corrupção e política.
  • Jiang comparou a situação da liberdade de expressão nos Estados Unidos, onde observou erosão sob o governo Trump, com a da China, afirmando que a censura também se manifestou nos EUA.

A repressão à liberdade de expressão na China tem se intensificado sob o governo de Xi Jinping, afetando diretamente jornalistas independentes. Jiang Xue, uma dessas profissionais, compartilhou sua experiência de censura e perseguição durante o Festival piauí de Jornalismo, realizado em 6 de outubro. Em 2020, após criticar o confinamento imposto pelo governo durante a pandemia de Covid-19, Jiang foi interrogada pela polícia em sua casa em Xi’an. Os oficiais a advertiram sobre as consequências de continuar sua atividade jornalística.

Jiang, que é o pseudônimo de Zhang Wenmin, trabalhou em veículos como o China Digital Times e deixou o China Business News em 2014 devido ao aumento da censura. Ela relatou que, sob a administração de Xi, a imprensa chinesa se tornou um órgão de propaganda, com restrições severas sobre temas como corrupção e política. “Era como se tivesse uma cobra em cima da cabeça constantemente”, disse Jiang, referindo-se à pressão que os jornalistas enfrentam diariamente.

A censura na China não apenas silencia a verdade, mas também impede um debate histórico mais profundo. Jiang Xue destacou que eventos traumáticos, como a Grande Fome, permanecem sem documentação adequada, perpetuando um ciclo de silenciamento. “A verdade tem que ser dita para que possa ser superado”, afirmou, enfatizando a importância de contar histórias que moldam a identidade nacional.

Após deixar a China em 2022, Jiang se mudou para os Estados Unidos, onde observou com preocupação a erosão da liberdade de expressão sob o governo Trump. Em uma entrevista, ela comparou a situação americana com a chinesa, afirmando que “sair da China não quer dizer que não quero mais voltar”, mas que o momento atual não é seguro para seu retorno. A censura, que ela pensava ser exclusiva da China, também se manifestou nos EUA, como evidenciado pelo corte de financiamento da Radio Free Asia, onde trabalhou.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais