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Hotel inaugura espaço dedicado a Jacqueline Kennedy após visita da ex-primeira-dama

Jacqueline Kennedy visitou o Camboja em 1967, destacando-se como ícone de diplomacia cultural em tempos de guerra.

Jacqueline Kennedy e o chefe de Estado Norodom Sihanouk posam juntos no Camboja (Foto: Reprodução)
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  • Em mil novecentos e sessenta e sete, Jacqueline Kennedy visitou o Camboja durante a guerra.
  • Sua estadia no Hotel Le Royal, em Phnom Penh, incluiu um coquetel chamado Femme Fatale, criado em sua homenagem.
  • Jacqueline recebeu um convite oficial do rei Sihanouk para entrar no país, devido ao rompimento das relações diplomáticas entre os EUA e o Camboja em mil novecentos e sessenta e cinco.
  • Durante a visita, ela expressou interesse por Angkor Wat, um importante complexo histórico.
  • Após a guerra civil, uma taça usada por Jacqueline foi encontrada durante uma reforma no hotel e agora está exposta no Elephant Bar, que também homenageia a ex-primeira-dama com uma suíte.

Em 1967, Jacqueline Kennedy, viúva do ex-presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy, visitou o Camboja em meio à guerra. Sua estadia no Hotel Le Royal, em Phnom Penh, foi marcada por um coquetel especial, o Femme Fatale, criado em sua homenagem. O drink, feito com conhaque, champanhe e crème de fraise, era servido em uma taça coupe de haste longa, decorada com uma flor de frangipani.

Durante sua visita, Jacqueline também se interessou por Angkor Wat, um dos maiores complexos históricos do mundo. A viagem foi cuidadosamente planejada, pois as relações diplomáticas entre os EUA e o Camboja haviam sido rompidas em 1965. Para entrar no país, ela precisou de um convite oficial do rei Sihanouk. A logística da viagem envolveu um voo comercial até Bangkok e, em seguida, um C54 da Força Aérea americana para Phnom Penh.

Legado e Influência

A visita de Jacqueline ao Camboja foi vista como um gesto de soft power, uma forma de diplomacia não oficial. Segundo Elizabeth J. Natalle, autora de “Jacqueline Kennedy and the Architecture of First Lady Diplomacy”, ela transmitia dignidade e respeito como ex-primeira-dama. Embora sua presença pudesse parecer política, Jacqueline enfatizou que estava ali apenas para apreciar a cultura local.

Após a guerra civil, o Hotel Le Royal passou por diversas transformações e, em 1996, foi adquirido pelo grupo Raffles. Durante uma reforma, um funcionário encontrou a taça usada por Jacqueline, identificada por uma marca de batom. Hoje, o copo e fotos da viagem estão expostos no Elephant Bar do hotel, que também mantém uma suíte em homenagem à ex-primeira-dama.

Impacto Cultural

Jacqueline Kennedy era conhecida por seu interesse em história e arte, o que a levou a visitar locais históricos como Angkor Wat. Sua presença no Camboja, mesmo em tempos difíceis, destacou sua influência como figura pública. O Hotel Le Royal, que já recebeu personalidades como Barack Obama e Angelina Jolie, continua a ser um símbolo de prestígio em Phnom Penh, refletindo a rica história do país e o legado de sua visita.

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