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Afegão conquista cidadania alemã e teme pela situação do irmão sem asilo

Cidadão alemão relata dificuldades do irmão em limbo jurídico após recusa de asilo, diante de novas políticas imigratórias mais rígidas

Hemat Afghan, refugiado afegão, ao chegar à Alemanha em 2015 e, dez anos depois, já cidadão alemão (Foto: Reprodução)
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  • Hemat Afghan, um afegão que chegou à Alemanha em 2015, tornou-se cidadão alemão, mas enfrenta dificuldades com seu irmão, que teve o pedido de asilo negado.
  • O irmão de Hemat, que lutou contra o Talibã, está em um centro de refugiados perto de Frankfurt, sem permissão para trabalhar ou sair por mais de 72 horas.
  • A nova administração, liderada pelo primeiro-ministro Friedrich Merz, implementou políticas de imigração mais rígidas, dificultando a entrada de refugiados.
  • A porta-voz da Pro Asyl, Wiebke Judith, afirma que a recusa de entrada de solicitantes de asilo na fronteira viola a legislação da União Europeia.
  • Hemat destaca a necessidade de um sistema de asilo mais amigável, lembrando que a Alemanha enfrenta escassez de mão de obra devido ao envelhecimento da população.

Hemat Afghan, um afegão que chegou à Alemanha em 2015, agora é cidadão alemão, mas enfrenta uma dura realidade com seu irmão, que vive um limbo jurídico após ter seu pedido de asilo negado. A situação se agrava com as novas políticas imigratórias mais rígidas do governo.

Em 2015, a Alemanha acolheu mais de um milhão de refugiados, principalmente sírios e afegãos, após a decisão da então chanceler Angela Merkel de abrir as fronteiras. Hemat, que tinha apenas 15 anos na época, recorda a recepção calorosa que recebeu ao chegar ao país. “O clima era muito positivo naquela época,” afirma. Ele se adaptou bem, aprendendo o idioma e se envolvendo em atividades sociais, mas seu irmão, que lutou contra o Talibã, agora enfrenta dificuldades.

Após a retirada das tropas americanas do Afeganistão, o irmão de Hemat tentou novamente chegar à Alemanha, mas teve seu pedido de asilo recusado. Atualmente, ele está confinado em um centro de refugiados perto de Frankfurt, sem poder trabalhar ou se ausentar por mais de 72 horas. “Ninguém está vindo por diversão para a Alemanha,” diz Hemat, ressaltando o estresse e a burocracia enfrentados pelos solicitantes de asilo.

A nova administração, liderada pelo primeiro-ministro Friedrich Merz, implementou políticas mais severas em relação à imigração, dificultando a entrada de refugiados. Wiebke Judith, porta-voz da Pro Asyl, destaca que a recusa de entrada de solicitantes de asilo na fronteira viola a legislação da União Europeia. Enquanto isso, 2.000 afegãos aguardam a definição de seus processos no Paquistão, e deportações de refugiados têm aumentado.

Hemat expressa sua preocupação com a situação do irmão e a necessidade de um sistema de asilo mais amigável. “Precisamos de imigrantes na Alemanha,” afirma, lembrando que o país enfrenta uma escassez de mão de obra devido ao envelhecimento da população. A história de Hemat ilustra não apenas os desafios enfrentados pelos refugiados, mas também a necessidade de uma abordagem mais humanitária nas políticas de imigração.

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